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Valkirias

TV

Mesa redonda: “Oy with the poodles already” – Os 17 anos da estreia de Gilmore Girls

Gilmore Girls

“Please, Luke. Please, please, please.” Em 5 de outubro de 2000, essas cinco palavras foram ditas por Lorelai Gilmore (Lauren Graham), abrindo o piloto de Gilmore Girls que ia ao ar na Warner dos Estados Unidos. Naquela época, muitas de nós ainda não acompanhavam a série, mas durante as últimas dezessete vezes que a Terra girou em torno do Sol, coisas aconteceram e acabamos descobrindo-a em nosso próprio tempo, de uma maneira que a deixou para sempre marcada em nossos corações.

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COLABORAÇÃO TV

Novo Mundo: as mulheres esquecidas dos livros de História

No início do século XIX as terras brasileiras viram grandes transformações ocorrerem em seus modos de vida. Em 1808, com a vinda da família real portuguesa ao Brasil, a antiga colônia se elevou a status de Reino Unido de Portugal. O Rio de Janeiro, de local de transporte, se viu em polvorosa como a sede de todo o Reino. Dez anos depois, chega a esse novo mundo a futura primeira imperatriz brasileira, a arquiduquesa (princesa) Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena. Filha do imperador do sacro-império austro-húngaro Francisco I, a vida da arquiduquesa até ali tinha sido em Viena, capital da Áustria, um dos maiores e mais importantes centros políticos da época. O casamento entre a arquiduquesa e o príncipe português, Dom Pedro, uniria comercial e politicamente dois impérios.

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ENTREVISTA INTERNET LITERATURA

De frente com Valkirias: Kathryn Ormsbee fala sobre assexualidade, internet e Anna Karienina

Em agosto, falamos aqui do incrível Tash e Tolstói, romance young adult que reúne em uma só história uma personagem assexual, uma discussão interessante sobre as intersecções entre nossas vidas online e offline – coisa ainda rara no universo da literatura para adolescentes – e um papo nada novo sobre a importância de sermos honestos com nossos sentimentos. Tudo isso acontece quando Tash, a protagonista, vê sua websérie, uma adaptação moderna de Anna Karienina, viralizar na internet e enfrenta mudanças importantes com o fim do ensino médio e novas dinâmicas familiares. Assim como na vida, tudo acontece ao mesmo tempo agora, e que o livro consiga ser leve, divertido, com personagens complexos e interessantes é muito mérito da autora, a norte-americana Kathryn Ormsbee.

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CINEMA COLABORAÇÃO

Cinema Político e Feminista: Agnès Varda

Agnès Varda é uma cineasta (além de fotógrafa, roteirista, editora, produtora e, às vezes, atriz de suas próprias obras) cuja filmografia é impressionante por abordar temas que falam sobre a experiência feminina na sociedade e pelo seu aspecto experimental. Tornou-se mais conhecida por ter sido parte do movimento cinemático intelectual francês nouvelle vague, cuja produção artística ficou marcada, principalmente, pela quebra do silêncio narrativo que o cinema mainstream vinha apresentando até então, a pouca idade de seus percursores, o experimentalismo e a ruptura com o cinema clássico que vinha fazendo história, sobretudo nos Estados Unidos, além da construção de uma produção essencialmente autoral.

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COLABORAÇÃO INTERNET

O poder de um nome: treta não é discurso de ódio

Eu faço de um tudo pra evitar o Facebook. O algoritmo não é perfeito e toda vez que caio no feed de notícias acabo vendo algum post que me faz querer bater cabeças em quinas e desistir da civilização ocidental. Há umas semanas, o responsável pela minha vontade de colocar cianureto na água da cidade foi uma coluna opinativa (e obviamente caça-clique) da edição brasileira de uma renomada revista estadunidense. Enquanto enaltece a música “1-800-273-8255″, do Logic, e a série 13 Reasons Why como iniciativas anti-suicídio, o jornalista Marcos Lauro lamenta a participação de dois nomes de peso do mundo pop no último VMA: De acordo com ele, o clipe de “Look What You Made Me Do”, da inimiga-oficial da geração millennial Taylor Swift, que estreou no evento; e a apresentação da girlband Fifth Harmony, fazem um desserviço graças ao uso do, err, discurso de ódio.

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COLABORAÇÃO LITERATURA

A força de Jane Eyre, uma mulher que desafiou seu destino

Ninguém se surpreenderia com a afirmação de que, na Inglaterra do século XIX, o futuro de uma mulher estava traçado desde o seu nascimento. Questionar esse destino era considerado impensável, ou, ainda, uma ideia subversiva. Muitas mulheres da época nem mesmo cogitavam algo tão inalcançável quanto a liberdade, que dirá sonhar com ela e agir para que se tornasse real. Diante disso, só consigo imaginar o alvoroço entre os leitores da Era Vitoriana ao se depararem com Jane Eyre, protagonista do livro que leva seu nome, escrito por Charlotte Brontë, uma heroína que ousou buscar a independência e desejar mais do que aquilo que lhe apresentavam como alternativas para a vida de uma mulher.

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