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Thay

MÚSICA

Rita Lee: são coisas da vida

Rita Lee é o tipo de pessoa que não veio à Terra a passeio. Desde criança já era algo como a ovelha negra da família, que aprontava sem parar todo tipo de peripécia infantil enquanto crescia em um casarão na Vila Mariana, na São Paulo de 1940 e poucos. Filha de uma descendente de italianos com um imigrante norte-americano, Rita era a caçula de duas irmãs, a pequena transgressora de limites desde que se lembra. Com o título de rainha do rock brasileiro, a carreira de Rita começou quase por acaso visto que, em sua família, música era apenas uma distração e seu pai sempre dizia que um diploma de ensino superior era essencial para crescer na vida.

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CINEMA

Crítica: Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Antes de iniciar essa crítica, preciso fazer uma confissão: quando anunciaram que fariam uma terceira encarnação para o Homem-Aranha nos cinemas, pensei comigo mesma (e, provavelmente, compartilhei no Twitter tal pensamento) (pois claro) que não havia necessidade de ser feito mais um filme para o Cabeça de Teia. Já tínhamos passado pelo Peter Parker adorkable de Tobey Maguire e pelo hipster de Andrew Garfield; do que mais a gente precisa? Ainda que exista o apelo do personagem, que é favorito de muitos (inclusive, meu), e que a Marvel precisasse inseri-lo em seu universo cinematográfico, não parecia justo contarmos com mais um reboot de um herói masculino, quando tantas heroínas ansiavam para ganhar vida nas telonas – e o público, para ver isso acontecer.

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LITERATURA

A Garota-Corvo: quanto sofrimento um ser humano pode aguentar?

Quando vi que a Companhia das Letras lançaria no Brasil o thriller psicológico A Garota-Corvo, logo fiquei interessada: a trama do livro era sempre descrita como sombria e complexa, além de ter por cenário Estocolmo, cidade gelada que nos trouxe por meio da Trilogia Millenium, de Stieg Larsson, uma das personagens femininas mais incríveis da face da Terra – Lisbeth Salander. As críticas sobre o livro sempre frisavam a semelhança entre ambas as obras, além de enaltecer o fato de que as terras escandinavas sempre conseguem produzir o que há de melhor na literatura de suspense. Com todas essas informações pesando na balança, pensei comigo: não tem como esse livro dar errado. Ou tem?

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TV

Representatividade LGBT em Sailor Moon

Sailor Moon é, sem sombra de dúvidas, minha série de anime e mangá favorita. Não apenas por ter sido a primeira produção japonesa com que tive contato, do alto dos meus sete anos de idade, mas por ser uma história que permaneceu comigo daquele momento até hoje. Naoko Takeuchi, a mente por trás de tudo o que Sailor Moon representa, não apenas colocou uma menina chorona e atrapalhada como a guerreira mais poderosa de todas, como também inovou ao apresentar um grupo inteiramente feminino de super-heroínas. Se fosse apenas isso, já estaríamos no lucro — lá nos idos de 1990! –, mas Naoko foi além e representou a sexualidade de suas heroínas de maneira delicada e verdadeira, sem fugir da realidade e diversidade que encontramos por aí, na vida real.

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LITERATURA

Só Os Animais Salvam: o que significa ser humano?

Só os animais salvam

Quando pensamos em guerra, dificilmente expandimos esse pensamento para além das perdas de vidas humanas, das cidades destruídas e dos prejuízos econômicos. Poucos são aqueles que olham para além de suas necessidades imediatas enquanto seres humanos para pensar, também, no que acontece com a natureza e os animais que acabam, por uma infelicidade do destino, cruzando o caminho dos conflitos armados propagados pelo homem. A premissa de Só Os Animais Salvam, livro da autora Ceridwen Dovey e publicado pela DarkSide Books no Brasil, é exatamente essa – imaginar como se sentem os animais pegos no meio das guerras, imaginar como eles contariam suas histórias e o que as faz tão especiais.

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CINEMA

O poder do amor em Mulher-Maravilha

Mulher-Maravilha

Desde que estreou, no primeiro dia do mês de junho, Mulher-Maravilha vem quebrando recordes e arrebatando a audiência com mais força do que se Diana estivesse usando o laço da verdade nessa empreitada. O longa dirigido por Patty Jenkins e estrelado por Gal Gadot tem sido sucesso de crítica, brilhando até nos meios mais difíceis e machistas, e espalhando uma mensagem forte e poderosa – a de que garotas podem salvar o mundo com a força do amor.

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