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Thay

LITERATURA

Veronika Decide Morrer: uma jornada para se (re)descobrir

Acredito que desde que me entendo por gente – ou leitora – que ouço falar de Paulo Coelho. Embora ele seja um dos autores brasileiros e de língua portuguesa mais traduzidos no mundo – em uma rápida pesquisa no Google é possível saber que suas obras já receberam mais de mil traduções! – eu, até hoje, nunca havia me interessado por um livro seu, mas finalmente chegou o dia em que escolhi mergulhar em uma de suas tramas e, para isso, elegi Veronika Decide Morrer.

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LITERATURA

O Livro do Juízo Final: ficção científica e viagem no tempo

O Livro do Juízo Final, primeiro da série Oxford Time Travel, escrito por Connie Willis e publicado no Brasil pela Suma de Letras, é um livro que mistura ficção científica, viagens no tempo e um relato cru e sem fantasias da Idade Média. No imaginário popular, a Idade Média normalmente aparece como um universo à parte, repleto de príncipes galantes e princesas à espera, mas a realidade era outra – e bem diferente. O livro de Connie, que mescla passagens do ano de 2054 e 1320, na Inglaterra, retrata com maestria como o século XIV foi perigoso, principalmente para moças viajando desacompanhadas – o que, se pararmos pra pensar, não mudou tanto assim no século XXI.

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CINEMA

Crítica: Liga da Justiça

Um filme em live-action de A Liga da Justiça tem vivido no imaginário dos fãs de animações e quadrinhos há muitos anos. Desde que os primeiros seriados de Batman e Mulher-Maravilha fizeram suas estreias na televisão, desde que o Superman voou pela primeira vez na tela grande do cinema, os fãs esperam por um momento em que todos os seus super-heróis favoritos se reunissem e fossem interpretados por pessoas de carne e osso. Se Liga da Justiça, o filme que estreou no Brasil dia 15 de novembro, se sai tão bem nessa missão de reunir alguns dos heróis mais queridos dos fãs, muito é por conta da nostalgia e sentimentalismo de quem assiste à produção.

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LITERATURA

Mulheres Perigosas: a representação feminina na literatura

A antologia Mulheres Perigosas, editada por George R. R. Martin e Gardner Dozois e publicada no Brasil pela Editora Leya, é um compilado de vinte e um contos que apresenta personagens femininas escritas pelas perspectivas de diversos autores, entre eles o próprio Martin, além de Diana Galbadon, autora de Outlander, e Megan Lindholm, de a A Saga do Assassino. A ideia por trás do livro é desmontar o estereótipo da personagem feminina vítima e sem personalidade – aquela que existe apenas para dar suporte ao protagonista e herói da trama –, contando histórias com protagonistas que transitam entre a magia, o ciúme, a ambição, a traição e a rebeldia.

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TV

A ambiguidade de Alias Grace

Alias Grace, a mais nova minissérie da Netflix, é uma produção em seis episódios baseada no livro homônimo escrito por Margaret Atwood, dirigida por Mary Harron e escrita em parceria por Sarah Polley e a própria Atwood. Publicado originalmente em 1996, Vulgo Grace – título que o trabalho recebeu no Brasil – conta a história de Grace Marks, uma imigrante irlandesa que se muda com a família para o Canadá em busca de melhores condições de vida no ano de 1840. O que Grace não imaginava, no entanto, é que sua vida fosse mudar de maneira radical e que um duplo assassinato estivesse em seu destino.

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TV

Victoria: conto de fadas na corte

A primeira temporada de um seriado leva um tempo considerável de episódios para situar o telespectador a respeito da história que pretende contar: quem são seus personagens principais, o que os motiva, qual é o espaço que ocupam no universo em que a história se passa, o que esperar da trama que nos propusemos a acompanhar. Se muito da primeira temporada de Victoria, exibida em 2016 pela iTV, foi dedicada a explicar todos esses pormenores, a segunda temporada, encerrada recentemente, se vê livre de tais amarras e cresce muito mais enquanto entretenimento quando não precisa ser tão específica com relação àqueles pontos, contando a história de sua protagonista com muito mais leveza do que na vez anterior.

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