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Thay

LITERATURA

Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes

Quando eu era criança, a hora da história antes de dormir era sempre muito aguardada. Na época, formando as primeiras palavras por conta própria ao juntar as letras que aprendia na escola, achava fascinante que livros pudessem conter tantos mundos e aventuras. Lembro que meus pais liam para mim e meus irmãos uma história por dia de uma coleção de quatro volumes com os personagens clássicos da Disney. Mickey, Pateta e Pato Donald sempre estavam se aventurando e se divertindo, mas eu não me lembro de ter ouvido muitas histórias sobre o que Minnie e Margarida faziam enquanto isso.

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MÚSICA

Rita Lee: são coisas da vida

Rita Lee é o tipo de pessoa que não veio à Terra a passeio. Desde criança já era algo como a ovelha negra da família, que aprontava sem parar todo tipo de peripécia infantil enquanto crescia em um casarão na Vila Mariana, na São Paulo de 1940 e poucos. Filha de uma descendente de italianos com um imigrante norte-americano, Rita era a caçula de duas irmãs, a pequena transgressora de limites desde que se lembra. Com o título de rainha do rock brasileiro, a carreira de Rita começou quase por acaso visto que, em sua família, música era apenas uma distração e seu pai sempre dizia que um diploma de ensino superior era essencial para crescer na vida.

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CINEMA

Crítica: Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Antes de iniciar essa crítica, preciso fazer uma confissão: quando anunciaram que fariam uma terceira encarnação para o Homem-Aranha nos cinemas, pensei comigo mesma (e, provavelmente, compartilhei no Twitter tal pensamento) (pois claro) que não havia necessidade de ser feito mais um filme para o Cabeça de Teia. Já tínhamos passado pelo Peter Parker adorkable de Tobey Maguire e pelo hipster de Andrew Garfield; do que mais a gente precisa? Ainda que exista o apelo do personagem, que é favorito de muitos (inclusive, meu), e que a Marvel precisasse inseri-lo em seu universo cinematográfico, não parecia justo contarmos com mais um reboot de um herói masculino, quando tantas heroínas ansiavam para ganhar vida nas telonas – e o público, para ver isso acontecer.

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LITERATURA

A Garota-Corvo: quanto sofrimento um ser humano pode aguentar?

Quando vi que a Companhia das Letras lançaria no Brasil o thriller psicológico A Garota-Corvo, logo fiquei interessada: a trama do livro era sempre descrita como sombria e complexa, além de ter por cenário Estocolmo, cidade gelada que nos trouxe por meio da Trilogia Millenium, de Stieg Larsson, uma das personagens femininas mais incríveis da face da Terra – Lisbeth Salander. As críticas sobre o livro sempre frisavam a semelhança entre ambas as obras, além de enaltecer o fato de que as terras escandinavas sempre conseguem produzir o que há de melhor na literatura de suspense. Com todas essas informações pesando na balança, pensei comigo: não tem como esse livro dar errado. Ou tem?

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TV

Representatividade LGBT em Sailor Moon

Sailor Moon é, sem sombra de dúvidas, minha série de anime e mangá favorita. Não apenas por ter sido a primeira produção japonesa com que tive contato, do alto dos meus sete anos de idade, mas por ser uma história que permaneceu comigo daquele momento até hoje. Naoko Takeuchi, a mente por trás de tudo o que Sailor Moon representa, não apenas colocou uma menina chorona e atrapalhada como a guerreira mais poderosa de todas, como também inovou ao apresentar um grupo inteiramente feminino de super-heroínas. Se fosse apenas isso, já estaríamos no lucro — lá nos idos de 1990! –, mas Naoko foi além e representou a sexualidade de suas heroínas de maneira delicada e verdadeira, sem fugir da realidade e diversidade que encontramos por aí, na vida real.

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LITERATURA

Só Os Animais Salvam: o que significa ser humano?

Só os animais salvam

Quando pensamos em guerra, dificilmente expandimos esse pensamento para além das perdas de vidas humanas, das cidades destruídas e dos prejuízos econômicos. Poucos são aqueles que olham para além de suas necessidades imediatas enquanto seres humanos para pensar, também, no que acontece com a natureza e os animais que acabam, por uma infelicidade do destino, cruzando o caminho dos conflitos armados propagados pelo homem. A premissa de Só Os Animais Salvam, livro da autora Ceridwen Dovey e publicado pela DarkSide Books no Brasil, é exatamente essa – imaginar como se sentem os animais pegos no meio das guerras, imaginar como eles contariam suas histórias e o que as faz tão especiais.

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