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Tany

CINEMA

Mulheres e terror: 8 filmes para o Dia das Bruxas

Todo ano, no mês de outubro, as pessoas se dividem em dois grupos: as que comemoram e/ou amam o Halloween, e as que acreditam que nós, brasileiros, não devemos nos apropriar de uma data comemorativa de outra cultura. Fazendo parte do primeiro grupo, uma das coisas que mais gosto são as listas de filmes de terror e descobrir novos títulos para assistir durante o ano. Desde pequena sou fã do gênero e já gastei muitas horas da minha vida com filmes de terror ruins, porém, no meio de muitos títulos questionáveis, acabei descobrindo algumas pérolas. Nos últimos anos, esta categoria começou a surpreender até quem não gostava de filmes de horror, lançando diversos filmes com protagonistas que saem das comuns final girls. Filmes onde as mulheres não são expostas a (tanta) nudez e suas personalidades começam a ter mais dimensão. Em partes, isso acontece graças à quantidade de diretoras que adentraram no gêneros nos últimos anos.

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TV

The L Word e a Representação Lésbica na Televisão

Quando falamos em lésbicas na televisão qual sua primeira referência? Acredito que vocês, assim como eu, pensam em Orange Is The New Black, Cosima e Delphine em Orphan Black, Callie e Arizona em Grey’s Anatomy. E quando citamos uma série voltada para o mundo lésbico? Não existiu um seriado tão influente, conhecido e amado como The L Word na televisão. A série, que está em projetos iniciais para um reboot nos próximos anos, foi criada por Ilene Chaiken – ficou no ar de 2004 a 2009 no canal Showtime – e contava a história de um grupo de lésbicas residentes de Los Angeles. A descoberta da sexualidade, a aceitação, relacionamentos e as consequências que gostar do mesmo sexo podem trazer para a vida de uma pessoa, tudo isso fazia parte do enredo da série. Beth (Jennifer Beals), Tina Kennard (Laurel Holloman), Alice Pieszecki (Leisha Hailey), Jenny Schecter (Mia Kirshner), Shane McCutcheon (Katherine Moennig), Dana Fairbanks (Erin Daniels), são o pilar da trama e é pela vida de cada uma delas que seremos apresentadas ao mundo lésbico na maior cidade californiana.

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MÚSICA

Mariah, J. Lo, Christina e Britney: em defesa das divas pop “preguiçosas”

Divas pop

“Não leia os comentários” é uma das regras mais conhecidas na internet. Já faz algum tempo que a maioria dos sites optou por desabilitar os comentários ou seus usuários decidiram parar de lê-los. Os poucos sites voltados à cultura pop que têm seus comentários liberados veem suas caixas tomadas por discussões, principalmente em relação às divas pop. Esse termo é usado na internet para falar de cantoras, geralmente novas, muito famosas que cantam, basicamente, pop, e que têm um grande número de fãs – que costumam ser bastante protetores com suas preferidas. Tão protetores que sentem necessidade de proteger a artista que tanto amam de diversas formas, inclusive rebaixando suas possíveis concorrentes. Entre os possíveis xingamentos usados para inferiorizar as outras, estão: flopada, sem talento e preguiçosa.

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TV

Skam e a representação da amizade entre garotas

Existem séries e séries. Entre tantos programas de televisão sendo lançados e muita coisa sendo consumida, poucas séries realmente se destacam e tocam nosso coração um pouco mais que o normal. Algumas histórias fazem você simplesmente gostar de (quase) todos os personagens e se importar com cada um deles para saber o que vai acontecer nos episódios; pensar e discutir sobre isso ao mesmo tempo que compartilha tal descoberta com todo mundo. Foi assim que Skam virou uma febre mundial em menos de dois anos.

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CINEMA

Crítica: A Criada

Quando você descobre que gosta de meninas ou que sente atração pelo mesmo sexo, também é bastante comum que se comece a pesquisar filmes, séries, livros e tudo que possa existir sobre relacionamentos amorosos entre duas mulheres. Atualmente nós contamos com algumas formas de representação de casais lésbicos – não o suficiente, mas ao menos existem – coisa que há alguns anos atrás seria muito mais difícil de imaginar ou encontrar. Nunca Fui Santa, Meninos Não Choram e Imagine Eu e Você são alguns dos filmes mais conhecidos sobre relações entre duas mulheres, mas quase todos acabam da mesma forma: sem um final feliz. Pulando para os dias atuais, continuamos com o mesmo problema: Azul É a Cor Mais Quente, filme lésbico mais conhecido da atualidade, ainda repete esse padrão. Mulheres que amam mulheres no cinema (e na TV!) estavam quase sempre fadadas a serem infelizes, morrer, ou continuar, voltar ou conviver com um parceiro homem — até A Criada. Continue Lendo