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Paula Maria

MÚSICA

“What is it about women?” – Amy Winehouse, sexismo, drogas e rock’n roll

Tudo começou com Brian Jones. Daí foi a vez de Jimi Hendrix, seguido por Janis Joplin no mesmo ano. Jim Morrison fechou essa geração do Clube dos 27 dos anos 70, que só veio a ser reaberto em 94 com o suicídio de Kurt Cobain. Depois dele, nada aconteceu por quase duas décadas, até Amy Winehouse tornar-se a mais nova integrante do clube e, também, a única cuja imagem se sobrepôs às canções.

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CINEMA

It – a Coisa: Bev e a cultura do estupro

“It – A Coisa” estreou nessa semana. A história, que já é um clássico do terror, é uma adaptação da obra homônima de Stephen King e conta a história de um grupo de crianças que enfrenta uma criatura assustadora, que se alimenta de pessoas e seus medos e que é capaz de se transformar naquilo que mais apavora suas vítimas.

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INTERNET

The Chocolate Challenge e por que ainda precisamos falar sobre blackface

No dia 17 de julho, o Buzzfeed postou um artigo sobre Vika Shapel, uma vlogger, e seu “Chocolate Challenge”, um desafio de maquiagem que consistia, basicamente, em deixar Vika, que é branca, com a pele negra — blackface, pra ser objetiva. O artigo expunha, justamente, o fato de a vlogger ter sido chamada de racista após o desafio. Em sua defesa, Vika disse que não conhecia o conceito de blackface, se desculpou e apagou suas contas nas redes sociais. Até aí, tudo mais ou menos certo. O problema é que os comentários dos leitores do Buzzfeed iam em uma via contrária a de Vika, alegando que hoje em dia tudo é racismo, “mimimi”, que em As Branquelas (2004) houve “whiteface” e já não se pode fazer nada livremente porque problematizam tudo. Posto isso, é interessante explicar o que é blackface e porque ele é tão ofensivo.

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CINEMA TV

Todas as princesas que não fui

Eu sempre era a Pocahontas ou a Jasmin quando se tratava de ser uma princesa da Disney. Elas nem eram as princesas principais, mas eram as mais próximas da minha pele negra clara e da minha realidade de ter sido criança durante os anos 90. Entre as Três Espiãs Demais, eu era a Alex. Meninas Superpoderosas? Docinho. Rebelde? Lupita.

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VALKIRIAS

O feminismo que estampa novas coleções

Esses dias eu estava em uma loja de departamentos comprando umas brusinhas quando me deparei com a seguinte estampa em uma delas: “Respeita as mana, as mina, as mona”. Fiquei meio surpresa. Não que antes eu não tivesse visto um monte de patches de “Girl Power” ou “Girl Gang”, essa coisa meio Taylor Swift e feminismo de #squad. Só que foi a primeira vez que eu vi algo em português nesse sentido. Na verdade, a estampa dessa blusa nada mais era do que palavras de ordem de alguns dos movimentos feministas brasileiros e ver isso totalmente descontextualizado em uma loja de departamentos me deixou meio pensativa sobre até que ponto isso é algo positivo para os movimentos feministas.

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