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Paloma

TV

The Handmaid’s Tale e a heterossexualidade compulsória

The Handmaid's Tale - Emily

Nós, mulheres, somos “valorizadas” e escravizadas na medida do nosso potencial reprodutivo. Essa é uma premissa muito importante de The Handmaid’s Tale, e também é uma premissa muito importante da vida real. A maternidade na sociedade humana, para além da função óbvia de perpetuar a espécie, serve a uma função social subjacente de manutenção da opressão. Para cumprir seu “destino biológico”, pelo menos durante a maior parte da história humana, é preciso que mulheres se relacionem sexualmente com homens. E, para nós, “se relacionar” com homens sempre pressupôs uma dinâmica conhecida de dominação masculina e submissão feminina.

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TV

Está na hora de perdoarmos Ellis Grey por ser humana

Ellis Grey

É notório o quão importante é Ellis Grey (Kate Burton) como elemento da história em Grey’s Anatomy. Ele parece carregar sobre os ombros a responsabilidade sobre tudo o que a filha, Meredith (Ellen Pompeo), é e não é. Se Meredith é uma médica excepcional com talento natural, é porque herdou as habilidades da mãe; se Meredith tem algumas dificuldades em lidar com sentimentos, é porque a mãe era uma pessoa fria. Apesar de toda a relevância da personagem como uma presença que paira sobre as treze temporadas da série, não temos contato com a Ellis Grey pessoa em mais do que um punhado de cenas.

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CINEMA

Que Horas Ela Volta? – o lado que ninguém quer ver

Que horas ela volta?

Quando falamos de mulheres no mercado de trabalho, é comum voltarmos nossos olhos para as chamadas “mulheres poderosas” – vulgo, aquelas que conseguiram de alguma forma ultrapassar o teto de vidro* e conseguir algum sucesso no mundo dos homens. Mas essa não é a realidade da maioria da população feminina. Ainda que as mulheres tenham começado a ocupar o espaço público e o mercado de trabalho, persiste a divisão sexual do trabalho que deixa sobre as suas costas também todo o trabalho doméstico. Algumas de fato acumulam as funções, enquanto outras fazem uso do seu privilégio econômico para contratar outras mulheres (em geral, pobres) para se encarregar dessas tarefas. É por isso que nessa semana dedicada ao trabalho, nós precisamos muito falar sobre Que Horas Ela Volta?.

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CINEMA

Miranda Priestly, o diabo em pessoa

Miranda Priestly

O Diabo Veste Prada é um filme com muitos exemplos de mulheres no mercado de trabalho. Muito poderia ser dito sobre Andrea (Anne Hathaway), a talentosa aspirante a jornalista que não tem nenhum interesse pela indústria da moda, mas ainda assim aceita o cargo de assistente da maior editora na área só para embelezar o currículo. Mas o elemento central da história, o diabo em pessoa, aquilo que faz o filme ser o que é, só pode ser ninguém menos que a primeira e única Miranda Priestly (Maryl Streep).

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CINEMA

Crítica: Era o Hotel Cambridge

Era o Hotel Cambridge

Eu fui assistir Era o Hotel Cambridge porque uma amiga convidou. Eu assisti o trailer, entendi só muito por alto a proposta da trama, não me empolguei muito, e fui assistir mesmo assim. Eu ainda nem sabia ainda que era dirigido por uma mulher, e muito menos que seria um baque tão forte.

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