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Paloma

CINEMA

Que Horas Ela Volta? – o lado que ninguém quer ver

Que horas ela volta?

Quando falamos de mulheres no mercado de trabalho, é comum voltarmos nossos olhos para as chamadas “mulheres poderosas” – vulgo, aquelas que conseguiram de alguma forma ultrapassar o teto de vidro* e conseguir algum sucesso no mundo dos homens. Mas essa não é a realidade da maioria da população feminina. Ainda que as mulheres tenham começado a ocupar o espaço público e o mercado de trabalho, persiste a divisão sexual do trabalho que deixa sobre as suas costas também todo o trabalho doméstico. Algumas de fato acumulam as funções, enquanto outras fazem uso do seu privilégio econômico para contratar outras mulheres (em geral, pobres) para se encarregar dessas tarefas. É por isso que nessa semana dedicada ao trabalho, nós precisamos muito falar sobre Que Horas Ela Volta?.

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CINEMA

Miranda Priestly, o diabo em pessoa

Miranda Priestly

O Diabo Veste Prada é um filme com muitos exemplos de mulheres no mercado de trabalho. Muito poderia ser dito sobre Andrea (Anne Hathaway), a talentosa aspirante a jornalista que não tem nenhum interesse pela indústria da moda, mas ainda assim aceita o cargo de assistente da maior editora na área só para embelezar o currículo. Mas o elemento central da história, o diabo em pessoa, aquilo que faz o filme ser o que é, só pode ser ninguém menos que a primeira e única Miranda Priestly (Maryl Streep).

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CINEMA

Crítica: Era o Hotel Cambridge

Era o Hotel Cambridge

Eu fui assistir Era o Hotel Cambridge porque uma amiga convidou. Eu assisti o trailer, entendi só muito por alto a proposta da trama, não me empolguei muito, e fui assistir mesmo assim. Eu ainda nem sabia ainda que era dirigido por uma mulher, e muito menos que seria um baque tão forte.

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LITERATURA

O poder do amor feminino: Amora

Amora Natalia Borges Polesso

Em Um Teto Todo Seu, a escritora Virginia Woolf menciona de passagem que a diferença que ela observou entre uma determinada obra escrita por uma mulher (obra fictícia usada para fins didáticos dentro do ensaio) e as obras escritas por homens em geral é que essa obra representava uma relação positiva e complexa entre duas mulheres. Até então, todas as obras retratavam a mulher a partir do referencial masculino, em suas relações com os homens; as poucas relações entre mulheres que podiam ser encontradas eram negativas e de competição.

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LITERATURA

Os 13 Porquês: lado A

os 13 porquês

Olá, meninos e meninas. Quem fala aqui é Hannah Baker. Ao vivo e em estéreo. Espero que vocês estejam prontos, porque vou contar aqui a história da minha vida. Mais especificamente, por que ela chegou ao fim. E, se estiver escutando estas fitas, você é um dos motivos.” É com essas palavras que Hannah Baker ressurge do mundo dos mortos para não deixar que sua história seja distorcida pelas vozes alheias.

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CINEMA

Crítica: A Glória e a Graça

A glória e a Graça

Vamos fazer um exercício de imaginação. Você é mãe solo de dois filhos, que você cria e sustenta muito bem sozinha. Exceto pelos filhos, a única família que você tem é um irmão que você não vê há quinze anos. Um dia você começa a ter uma dor de cabeça que não passa, vai ao médico, e descobre que vai morrer. A qualquer momento. É assim que começa A Glória e a Graça, filme brasileiro dirigido por Flávio Ramos Tambellini, que estreia nos cinemas em 30 de março.

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