Posts de:

Mia

INTERNET LITERATURA

“É por isso que eu amo a internet” – Jenny Lawson e seu movimento alucinadamente feliz

Quando compartilhamos nossas batalhas, outras pessoas reconhecem que podem compartilhar as suas. E, de repente, percebemos que as coisas que nos envergonhavam são as mesmas que todo mundo enfrenta uma hora ou outra. Estamos muito menos sós do que pensamos.

É isso o que Jenny Lawson, autora do livro Alucinadamente Feliz e blogueira no The Bloggess, fala a respeito de limites na escrita. Jenny tem transtorno de ansiedade, depressão e síndrome do pânico, e uma incrível habilidade para a escrita que a faz sobreviver num mundo que alerta todos seus gatilhos dia após dia.

Continue Lendo

TV

Outlander – uma mulher estranha num tempo estranho

Histórias com viagens no tempo existem aos montes. A ideia de, por mágica ou alta tecnologia, ir parar num tempo distante, no passado ou no futuro, sempre intrigou o ser humano e é uma das bases da ficção científica até hoje. Temos curiosidade a respeito de outras épocas, mas isso não significa que queiramos, de fato, viajar no tempo. Claire Randall (Caitriona Balfe) não queria. Ela era apenas uma jovem mulher que recém havia saído dos tempos de enfermeira do Exército Britânico durante a Segunda Guerra Mundial e que aproveitava o fim da Guerra para ter uma segunda lua de mel com o marido, Frank Randall (Tobias Menzies). Numa viagem para a Escócia, após a noite de Samhaim, Claire desmaia e, ao acordar, se depara com o mesmo lugar, mas em outro tempo: é a Escócia de 1743, e ser uma mulher solteira e britânica naquele lugar não fazia bem à saúde.

Continue Lendo

MÚSICA

Pitty – not a delicate flower

Em um mundo masculino, repleto de músicas com letras machistas e, em grande parcela, internacional, Pitty se destaca fazendo o diferente: sendo uma mulher brasileira que canta rock e fala de feminismo. “Tá, mas e daí?”, você pode se perguntar visto que tantas artistas já são a maioria feminina, e feminista, em gêneros musicais como o pop e o axé. E aí que o rock sempre foi masculino. Fechado. Clube do Bolinha. Para que uma mulher fizesse sucesso no mundo do rock’n’roll, ela teria de se esforçar o dobro, aceitar a hiperssexualização de seu corpo e ficar bem caladinha a respeito de questões de gênero.

Continue Lendo

TV

Once Upon a Time: pra que ser inimiga se posso ser amiga?

Nos contos de fadas tradicionais, compilados pelos Irmãos Grimm, as mulheres não têm amigas: quer sejam princesas, fadas ou crianças, todas partilham de um destino em comum, a solidão. São poucas as histórias em que há mais de uma mulher e, quando isso acontece, geralmente é a figura da madrasta má que aparece, da bruxa, da rainha perversa que persegue a princesa que casou com seu filho… Sempre houve inimizade, mas nunca uma parceria entre essas mulheres, que precisavam ser salvas por um homem forte e valente. Once Upon a Time (OUAT) rompeu com isso ao adaptar os contos de fadas mais famosos para o mundo das séries, criando um enredo comandado por mulheres que se respeitam e se ajudam.

Continue Lendo

LITERATURA

Rupi Kaur e seus outros jeitos de fazer poesia

Existe toda uma nova geração presente. Uma geração de mulheres que se fortaleceram por ler, ouvir e ver relatos de outras na internet. Toda uma geração de filhas, irmãs e mães que aprenderam a usar a grande world wide web como uma ferramenta para a libertação: dos preconceitos, do machismo, da estrutura patriarcal que a sociedade nos impõe, fazendo com que tenhamos vergonha e medo de falarmos de coisas como nossos processos naturais, como a menstruação, e também de nossos medos, inseguranças e incertezas. Toda uma nova geração de mulheres que se uniram, que formaram uma grande cadeia feminista e que usa as redes sociais para falar de traumas, abusos e experiências traumáticas que antes só eram contadas ao travesseiro. Entre essas mulheres podemos encontrar Rupi Kaur.

Continue Lendo