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Mia

CINEMA LITERATURA

Batalha por Sevastopol: Lyudmila Pavlichenko e a participação feminina na guerra

Em 2015, foi lançado o filme russo Batalha por Sevastopol que, apesar do nome, é uma espécie de biografia de guerra da sniper do Exército Vermelho Lyudmila Pavlichenko. A crítica formal e a informal (feita por pessoas comuns que assistiram ao filme) caíram em cima do diretor, afirmando que ele não representou a face verdadeira da guerra. Será isso porque a heroína do filme é uma mulher real, com vida, família e interesses amorosos?

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LITERATURA

Brida: descobrindo as bruxas que moram dentro de nós

Muito se fala sobre Paulo Coelho: que sua literatura é superficial, que seu esoterismo é inventado e que a fama de Mago não passa de estratégia de marketing. Mas não foi isso o que eu encontrei em Brida. Em 1983 Brida O’Fern, uma jovem irlandesa de 21 anos, decidiu trilhar o caminho da magia. Alguns anos mais tarde Paulo Coelho, durante uma peregrinação aos Pirineus, conheceu Brida e pediu permissão para escrever um livro sobre a sua história de descoberta da magia. Foi assim que nasceu o livro Brida, o relato romanceado de uma bruxa moderna.

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TV

Ana Bolena: de rainha protestante a bruxa usurpadora

O Malleus Maleficarum (ou O Martelo das Feiticeiras), publicado originalmente em 1487 por dois padres alemães, por cerca de quatrocentos anos foi o manual oficial de caça e execução de bruxas na Europa. De acordo com ele, os sinais de que uma mulher praticava bruxaria eram ela ter qualquer deformidade física, verrugas, possuir um gato preto, nascer em fevereiro, ser ruiva, não ser capaz de ter filhos ou que seu marido tivesse impotência sexual. Baseados em sinais que nada significavam, os inquisidores levaram à fogueira mais de duzentas mil mulheres durante séculos.

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INTERNET LITERATURA

“É por isso que eu amo a internet” – Jenny Lawson e seu movimento alucinadamente feliz

Quando compartilhamos nossas batalhas, outras pessoas reconhecem que podem compartilhar as suas. E, de repente, percebemos que as coisas que nos envergonhavam são as mesmas que todo mundo enfrenta uma hora ou outra. Estamos muito menos sós do que pensamos.

É isso o que Jenny Lawson, autora do livro Alucinadamente Feliz e blogueira no The Bloggess, fala a respeito de limites na escrita. Jenny tem transtorno de ansiedade, depressão e síndrome do pânico, e uma incrível habilidade para a escrita que a faz sobreviver num mundo que alerta todos seus gatilhos dia após dia.

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TV

Outlander – uma mulher estranha num tempo estranho

Histórias com viagens no tempo existem aos montes. A ideia de, por mágica ou alta tecnologia, ir parar num tempo distante, no passado ou no futuro, sempre intrigou o ser humano e é uma das bases da ficção científica até hoje. Temos curiosidade a respeito de outras épocas, mas isso não significa que queiramos, de fato, viajar no tempo. Claire Randall (Caitriona Balfe) não queria. Ela era apenas uma jovem mulher que recém havia saído dos tempos de enfermeira do Exército Britânico durante a Segunda Guerra Mundial e que aproveitava o fim da Guerra para ter uma segunda lua de mel com o marido, Frank Randall (Tobias Menzies). Numa viagem para a Escócia, após a noite de Samhaim, Claire desmaia e, ao acordar, se depara com o mesmo lugar, mas em outro tempo: é a Escócia de 1743, e ser uma mulher solteira e britânica naquele lugar não fazia bem à saúde.

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MÚSICA

Pitty – not a delicate flower

Em um mundo masculino, repleto de músicas com letras machistas e, em grande parcela, internacional, Pitty se destaca fazendo o diferente: sendo uma mulher brasileira que canta rock e fala de feminismo. “Tá, mas e daí?”, você pode se perguntar visto que tantas artistas já são a maioria feminina, e feminista, em gêneros musicais como o pop e o axé. E aí que o rock sempre foi masculino. Fechado. Clube do Bolinha. Para que uma mulher fizesse sucesso no mundo do rock’n’roll, ela teria de se esforçar o dobro, aceitar a hiperssexualização de seu corpo e ficar bem caladinha a respeito de questões de gênero.

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