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Mia

TV

Once Upon a Time: pra que ser inimiga se posso ser amiga?

Nos contos de fadas tradicionais, compilados pelos Irmãos Grimm, as mulheres não têm amigas: quer sejam princesas, fadas ou crianças, todas partilham de um destino em comum, a solidão. São poucas as histórias em que há mais de uma mulher e, quando isso acontece, geralmente é a figura da madrasta má que aparece, da bruxa, da rainha perversa que persegue a princesa que casou com seu filho… Sempre houve inimizade, mas nunca uma parceria entre essas mulheres, que precisavam ser salvas por um homem forte e valente. Once Upon a Time (OUAT) rompeu com isso ao adaptar os contos de fadas mais famosos para o mundo das séries, criando um enredo comandado por mulheres que se respeitam e se ajudam.

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LITERATURA

Rupi Kaur e seus outros jeitos de fazer poesia

Existe toda uma nova geração presente. Uma geração de mulheres que se fortaleceram por ler, ouvir e ver relatos de outras na internet. Toda uma geração de filhas, irmãs e mães que aprenderam a usar a grande world wide web como uma ferramenta para a libertação: dos preconceitos, do machismo, da estrutura patriarcal que a sociedade nos impõe, fazendo com que tenhamos vergonha e medo de falarmos de coisas como nossos processos naturais, como a menstruação, e também de nossos medos, inseguranças e incertezas. Toda uma nova geração de mulheres que se uniram, que formaram uma grande cadeia feminista e que usa as redes sociais para falar de traumas, abusos e experiências traumáticas que antes só eram contadas ao travesseiro. Entre essas mulheres podemos encontrar Rupi Kaur.

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LITERATURA

Força literária em tempos patriarcais: uma ode às escritoras clássicas

Feche os olhos por um momento e pense num clássico literário. Se o livro em que você pensou não tiver sido escrito por uma mulher, mas sim por um homem velho ou morto, branco e possivelmente europeu, não se sinta mal: não é culpa sua, é da nossa educação. Nós somos ensinadas a acreditar que os grandes clássicos da literatura foram produzidos por eles e que às mulheres só interessava fazer bordados e cuidar da família.

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TV

Juana Inés ou por que uma mulher poderosa incomoda tanto

Eu sempre fui apaixonada por História. Quando era criança, passava horas do dia lendo os livros didáticos dos meus irmãos, procurando por mulheres da vida real que tivessem feito grandes coisas, mas apenas encontrando nomes masculinos nas trocentas páginas daqueles livros gigantescos. O tempo passou, a internet entrou na minha vida e eu comecei a vasculhar os sites por mulheres que tivesse feito a diferença. Naquele ano de 2007, não achei muita coisa, afinal, isso ainda não era muito discutido – e é nessas que a gente percebe o quanto 10 anos fazem a diferença –, mas, alguns anos depois, fui à biblioteca da escola e encontrei um livro (Papisa Joana, Donna Woolfolk Cross, Geração Editorial, 2009, 496 p.) que me satisfez por encontrar uma história que, real ou não, eu sabia que poderia ter protagonizado: a história de uma menina chamada Joana que só queria ler seus livrinhos e ser nerd no seu tempo, mas que foi proibida porque isso “não era coisa de mulher”.

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TV

De prostituída a silenciada: o que fizeram com Brona/ Lily e com todas nós

Uma mulher num relacionamento abusivo pede ajuda à família e é aconselhada a se casar com o homem que lhe agride a fim de preservar a honra. Ela, então, sozinha no mundo e sem conseguir um trabalho sequer, acaba por prostituir o seu corpo para ganhar o pão de cada dia. Os horrores das esquinas e das pesadas mãos que lhe violentam acabam por deixá-la doente, à beira da morte.

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