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Laura Lima

MÚSICA

Madonna: você sabe como se sente uma garota nesse mundo?

Em 1990, logo após o lançamento do polêmico clipe Justify My Love, Camille Paglia escreveu um artigo no jornal The New York Times intitulado Madonna – finally, a real feminist. Através de uma crítica ao clipe, “O vídeo é bad word ográfico. É decadente. E é fabuloso.”, Paglia desenvolve uma argumentação de que o ataque aos homens, como categoria/classe, é um erro de alguns dos feminismos e que o trunfo de Madonna estava em reconhecer o masculino. Reconhecer e entender que as ambiguidades e profundidades presentes em relacionamentos heteronormativos, conhecer sobre sexo, sexualidade e desejo, prazer e corpo, a colocaria na vanguarda do feminismo.

“O Feminismo diz: Chega de máscaras!
Madonna diz que não somos nada, senão máscaras.”

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TV

The Good Wife – Pelo direito de recomeçar

Alicia Florrick (Julianna Margulies) é a “boa esposa” que dá título à série finalizada em 2016 após sete temporadas de sucesso. O último episódio foi ao ar na televisão estadunidense em maio do ano passado, mas todas as temporadas estão disponíveis na Netflix. Em uma conversa recente, tentando defender o fechamento do seriado com uma amiga, percebi que, de fato, para os padrões de uma série dramática do prime time, The Good Wife era desviante. A protagonista é uma mulher branca de classe alta, heterossexual e casada, ou seja, privilegiada e dentro da norma. O desvio, entretanto, não está aí. Está nas escolhas narrativas feitas durante as sete temporadas.

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LITERATURA

O que Nora Roberts tem a nos ensinar

Talvez você já tenha visto, ao visitar uma livraria, alguns livros de J. D. Robb. Esse é um dos pseudônimos da escritora Eleanor Marie Robertson, mais conhecida por Nora Roberts e sucesso literário. Ela foi a primeira autora a figurar no Hall da Fama do Romance Writers of America, ganhou vários prêmios da mesma instituição e da Fundação Quills, até o momento já escreveu mais de 200 livros e vendeu mais de 400 milhões de cópias. Combinados, seus volumes passaram mais de 176 semanas no primeiro lugar da lista de mais vendidos do New York Times.

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CINEMA

Por que a decisão de Nicole Kidman importa (mas é só o começo)

(Ou Cannes, representatividade, indústria cinematográfica e micropolítica)

“Eu faço [um esforço consciente de trabalhar com mulheres]. Eu acho que é necessário e vou continuar fazendo. Parte da minha contribuição é poder dizer: a cada 18 meses farei um filme com uma diretora, porque esse é o único jeito de as estatísticas mudarem. Quando outras mulheres começarem a dizer: ‘Não, eu vou ESCOLHER uma mulher agora’.”

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