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Júlia Medina

CINEMA

Crítica: A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell

Quando soube que veria e escreveria sobre A Vigilante do Amanhã, resolvi me preparar e estudar, pois sabia que teria que lidar com tópicos complexos de discussão, como apagamento de cultura, whitewashing e representatividade. São temas difíceis e que precisam ser abordados com cuidado e responsabilidade. Antes de ver o filme, acompanhei de longe essa discussão. Muito já se falou sobre a escalação de Scarlett Johansson para o papel da Major – personagem originária do mangá japonês Ghost in the Shell, adaptado para o filme de Hollywood –, e é preciso falar ainda mais.

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CINEMA

A Bela e a Fera: quando a redenção não é possível

A versão live-action de A Bela e a Fera é muito parecida com a animação, o que já era possível observar nos trailers. Acompanhei muita gente falando mal disso, mas não achei nenhum grande problema. Aliás, a semelhança foi o elemento mais explorado na divulgação do filme;  todas as cenas liberadas, falas e músicas eram quase – se não totalmente – iguais às da animação. A semelhança não incomoda (pelo menos não aos fãs da história como eu) porque o filme conta uma boa história, e boas histórias valem sempre a pena serem contadas. Contudo, a nova versão apresenta algumas diferenças que, apesar de serem sutis, conseguem diferenciar o filme da animação.

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CINEMA

Crítica: Versões de um Crime

Versões de um crime

Depois de assistir a minissérie People v. O.J. Simpson: American Crime Story, é fácil não se convencer com histórias de tribunal. A série é excelente e conseguiu construir tão bem a tensão do julgamento que ficava mais nervosa a cada episódio, mesmo sabendo qual seria o fim da história. Para mim, uma boa história é uma boa história; não importa se já se sabe o final. Spoilers podem estragar um pouco da surpresa, mas se a história é bem contada, não faz muita diferença.

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LITERATURA

Por que Orgulho e Preconceito é a melhor história de amor de todos os tempos e a desconstrução do amor à primeira vista

Todo mundo já ouviu falar, já leu, já assistiu a uma história de amor à primeira vista. É um clichê que sempre dá certo nos filmes. A moça meio desajeitada, apressada para algum compromisso esbarra num moço meio mal-humorado no meio da rua e derruba todas as suas coisas. Os dois se abaixam para recolher o que caiu no chão e seus olhares se encontram e, por um instante, apenas por um instante, a moça não tem mais pressa e o humor do moço é o melhor do mundo. Pronto, a paixão nasceu. É simples, fácil e quase sempre dá certo.

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CINEMA

Crítica: Logan

“É 2029, por que ainda estamos falando sobre mutantes?”, essa é uma das primeiras falas do filme Logan, que conta a última história do Wolverine em um futuro em que os X-Men já não existem mais e que a batalha é para apenas se manter vivo. De 2029 eu não sei, mas aqui em 2017, onde temos séries como Stranger Things, que o mundo inteiro parou para assistir, falar de mutantes ainda dá pano para manga.

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CINEMA LITERATURA

Elena e Clara: duas mulheres

Aquarius estreou nos cinemas brasileiros em setembro de 2016, mas já causava o maior frisson desde o Festival de Cannes que aconteceu mais cedo no mesmo ano. O lançamento foi seguido de polêmicas: relações com a política brasileira, com Temer, o golpe, o Oscar, mil coisas. Foi tamanha a repercussão que eu não consigo formular qualquer desculpa válida para só ter assistido ao filme agora, em pleno janeiro de 2017.

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