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Júlia Medina

TV

O humor possível: The Good Place

São muitas as perguntas sobre a morte. Existe vida após a morte? Céu? Inferno? Purgatório? Para onde vão as almas das pessoas boas? Almas existem? Quem é que julga as pessoas? Deus? Você acredita em Deus? Ou será que a gente apenas deixa de existir? Você acredita em reencarnação?

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CINEMA

Crítica: Mãe! e o mundo criado por homens

Ciclos que se repetem. Essa sempre foi a minha visão do inferno. Ou do meu pior pesadelo. Ou os dois. É mais ou menos aquilo que Dante Alighieri escreveu em a Divina Comédia quando criou os vários círculos do inferno que, ao todo, são nove. Cada círculo é mais profundo e terrível que o outro, para pecados cada vez piores. Sempre que penso em inferno também lembro do mito de Prometeu, aquele que conseguiu roubar o fogo dos deuses para o benefício dos humanos, mas por isso teve que pagar muito caro. Castigado por toda a eternidade, preso a uma rocha, todos os dias uma ave comia seu fígado apenas para o mesmo ser regenerado durante a noite para, ao retorno da ave na manhã seguida, o fígado ser novamente comido. Era um ciclo sem fim. 

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LITERATURA MÚSICA

Blank Space, Garota Exemplar e a tradição literária

Ao longo do tempo, na tradição de contar histórias, muitos temas se repetiram e ainda se repetem. Histórias como a de Jesus, Frodo Bolseiro, Anakin Skywalker e Harry Potter, por exemplo, possuem muitas semelhanças entre si, pois todas as três se encaixam dentro do conceito de Jornada do Herói (ou Monomito), que segundo o antropólogo e criador do conceito, Joseph Campbell, possui três estágios principais: a separação, quando o herói é chamado à sua missão; a iniciação, quando ele se prepara para a aventura; e o retorno, quando o herói enfrenta a crise e a morte e volta de sua aventura. Mesmo desenvolvidas em torno do mesmo tema, o Novo Testamento, O Hobbit, Star Wars e Harry Potter não são obras iguais, tampouco cópias uma das outras. Apesar das quatro histórias encaixarem na mesma estrutura da Jornada do Herói, cada uma foi construída de certa maneira e segundo a estilística de seus autores.

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CINEMA

Crítica: Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

O cinema sempre navegou entre ser imagem ou ser narrativa. Alguns podem dizer que imagens também contam histórias enquanto outros dizem que a história não é o mais importante para o filme. Mas ainda não existe um consenso; é sempre uma questão. Sob outra perspectiva, para as adaptações cinematográficas de obras literárias, por serem adaptações, na maioria da vezes dá-se a preferência para as histórias. E são exatamente as histórias os maiores alvos de críticas e reclamações desse tipo de filme.

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LITERATURA

A Fera: uma história sobre adolescentes e empatia

Jamie e Dylan são dois adolescentes que se conhecem num grupo de apoio terapêutico para adolescentes com tendências suicidas, mas que não necessariamente se encaixam lá. Ou talvez o grupo de terapia seja o lugar ideal para os dois, mas isso não é o importante no momento. O ponto principal é que Jamie e Dylan se encontraram e encontraram no outro um lugar seguro.

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