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Jessica

CINEMA LITERATURA

O dito e o não dito: a homossexualidade em The Children’s Hour

O teatro norte-americano do século XX sempre foi minha paixão. Foi através de filmes antigos que tomei conhecimento de nomes como Tennessee Williams e Eugene O’Neill, pois as peças de teatro deles foram largamente adaptadas para o cinema. Williams carrega no currículo oito peças de teatro (!!!) adaptadas para as telas hollywoodianas, sendo Uma Rua Chamada Pecado a mais famosa delas. Comecei a perceber que todos os nomes relevantes para o teatro dessa época eram homens. Cadê as mulheres? Foi aí que, felizmente, descobri Lillian Hellman.

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TV

Queerbaiting ou não: o caso Grace and Frankie

Desde que estreou, Grace and Frankie entrou para o rol das minhas séries favoritas. Afinal, não é sempre que temos Jane Fonda e Lily Tomlin trabalhando juntas novamente. A última vez aconteceu nos anos 80, com o filme Como Eliminar Seu Chefe. A trama da série, que inicialmente conta a história de duas esposas deixadas pelos maridos que saem do armário, aqueceu meu coração de uma forma que eu nem esperava, tratando sobre temas muito pertinentes sobre envelhecimento – principalmente como ele afeta as mulheres.

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CINEMA LITERATURA

Jane Fonda e o ativismo: um lado pouco conhecido

Jane Fonda, a mulher que conseguiu parar o tempo no rosto e no corpo. Uma rápida pesquisa pelo YouTube com as palavras Jane Fonda e L’oreal nos mostra algumas peças publicitárias com a atriz, nas quais ela declara que no momento em que coloca o produto no rosto, a idade simplesmente desaparece. Outra pesquisa rápida na mesma ferramenta mostra seus famosos vídeos de ginástica em que ela ensina a ter um corpo perfeito e saudável em casa.

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TV

Por que assistir Feud?

Rivalidades nunca se tratam sobre ódio. Elas se tratam sobre dor.

Em um reino distante chamado Hollywood, o conto sobre a rivalidade de uma vida entre as atrizes Bette Davis e Joan Crawford é célebre. Como toda história do gênero, ninguém sabe ao certo como começou. Teria sido por um homem? Ou simplesmente por papéis? É um mistério. O que se sabe é que, independentemente dos motivos, a rivalidade entre elas foi alimentada como um monstro insaciável. “Ela dormiu com todos os atores com quem trabalhou na MGM, exceto com a Lassie. Eu acho que a senhorita Davis nunca teve um dia – ou uma noite – feliz na vida”. Declarações como essas incendiavam a imprensa e os fãs. Até hoje, há quem defenda sua preferida com unhas e dentes, gerando uma das maiores e mais acaloradas discussões entre fãs de cinema clássico: quem era melhor? Bette ou Joan?

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CINEMA

Atrizes estrangeiras e o raio americanizador

Até agora, semanas após a indicação de Isabelle Huppert ao Oscar de Melhor Atriz, não encontrei palavras para descrever o sentimento de ver o nome dela junto ao de atrizes tão talentosas. Foi uma notícia que deixou meu coração de fã muito aquecido, confesso. No entanto, eu sabia que minha felicidade ultrapassava o fato de admirá-la e acompanhar sua carreira desde a adolescência. A comemoração significava que era possível uma atriz que nunca fez carreira em Hollywood ser indicada ao Oscar por um filme rodado na própria língua, francês. Uau!

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MÚSICA

Dolly Parton: um símbolo de resistência no mundo da country music

Don’t think I’m dumb
‘Cause this dumb blond ain’t nobody’s fool

Não pense que sou burra
Porque essa loira burra não é brinquedo de ninguém

Toda vez que penso no refrão de Dumb Blond, primeiro hit de Dolly Parton e que abre este texto, um sorriso irônico escapa de meus lábios. Se você analisar a letra dessa música, concordará que existe uma ironia entre a letra e quem a canta. Porque de “dumb” Dolly Parton nunca teve nada. Outro trecho da mesma música rapidamente vem à mente: and you know if there’s one thing this blond has learned/blonds have more fun [e, você sabe, se tem uma coisa que essa loira aprendeu, é que as loiras se divertem mais]. De fato, ninguém se divertiu mais do que Dolly Parton. Do disco ao country, a cantora já passeou por todos os gêneros musicais. Ela já fez cinema. Ela tem o próprio parque de diversões, a Dollyland, uma espécie de culto a si mesma. Estamos sempre conhecendo uma nova faceta de Dolly.

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