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Anna Vitoria

MÚSICA

6 álbuns de mulheres que merecem sucessores em 2017

Uma verdade universalmente conhecida é a de que todo fã quer sempre mais. Recuperadas da euforia das listas de melhores do ano, quando olhamos para os últimos 12 meses para pensar no que foi bom, no que foi ruim, no que poderia ter sido melhor — mas principalmente no que foi bom, porque aqui nós amamos amar as coisas — chegou a hora de olhar para a frente e pensar no que vem por aí. Um ano novo é uma promessa de novas coisas, novas ideias, novos ícones e, principalmente, a expectativa deliciosa de pensar em todos os álbuns que ainda não foram lançados, mas que podem ser as nossas novas coisas favoritas quando dezembro chegar.

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LITERATURA

Caitlin Doughty e as Confissões do Crematório: vamos todos morrer mesmo

“Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.” Essa era uma das frases promocionais que instigava os leitores a ler A Menina que Roubava Livros, um dos grandes bestsellers do início dos anos 2000. O livro, de ficção, se passa na Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial e é narrado pela Morte, ela mesma, com sua capa, sua foice, e seu carinho inesperado pelas cores e pelos humanos. É uma Morte que sente, que lamenta, que acredita ser agradável apesar de sua má fama, e que promete que vai nos tratar com cuidado quando a hora chegar.

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TV

Emily, a terceira garota Gilmore

“Por que vocês odeiam o Dean e amam a Emily?”

Quem perguntou isso foi uma amiga. A pergunta não foi diretamente pra mim, mas eu senti como se fosse. Eu odeio o Dean (Jared Padalecki). E amo a Emily (Kelly Bishop). Emily Gilmore é a minha personagem favorita de Gilmore Girls. O argumento da minha amiga: os dois erram, muito, e isso é inquestionável, mas por que perdoamos a Emily e continuamos tratando o Dean como, bem, o Dean que ele é? Era uma dúvida sincera e me empenhei genuinamente pra tentar respondê-la. Por que eu odeio o Dean e amo a Emily?

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TV

Cheias de Charme: vida de empreguete e 500 anos de história do Brasil

Quando Cheias de Charme estreou na Globo em 2012, vivíamos num Brasil com uma classe C que ascendia economicamente, se transformando na nova vedete do mercado, o público alvo que todo mundo queria atingir. Foi isso que trouxe, entre plumas e paetês, três empregadas domésticas – as Empreguetes – ao posto de protagonistas de novela, rompendo os âmbitos da área de serviço para o papel de heroínas do proletariado que se tornam estrelas da música. Apesar de lembrar com carinho da história de Penha (Taís Araújo), Rosário (Leandra Leal) e Cida (Isabelle Drummond), que assisti pela primeira vez aos 18 anos, caloura no curso de jornalismo, tive minhas dúvidas se a novela era mesmo tão boa assim quando a reprise foi anunciada no Vale a Pena Ver Novo. Estamos falando, afinal, de uma novela das sete de tom humorístico e satírico, que mistura crítica social, tecnobrega, um pouco de humor absurdo e alfinetadas na indústria do entretenimento – uma combinação que possui uma linha finíssima para se equilibrar se não quiser cair na caricatura grotesca ou simplesmente na falta de graça total e completa.

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CINEMA

It Follows: o sexo como maldição e o futuro como pesadelo

Existe uma cena de Meninas Malvadas (2004) em que vemos como é uma aula de educação sexual na North Shore High School: “Não façam sexo, porque vocês vão ficar grávidas… e morrer.”, diz o treinador Carr. É uma sátira, claro (no final do filme descobrimos que o treinador não apenas fazia sexo, como fazia sexo com suas alunas menores de idade), mas se existe um discurso velado no cinema, principalmente nos filmes de terror dos anos 70 e 80, é esse: garotas que fazem sexo vão morrer. It Follows (2015), dirigido e escrito por David Robert Mitchell, brinca com referências das duas décadas, mas sua homenagem não fica apenas na estética. No centro do filme está a complicada relação da sociedade com a adolescência e com a sexualidade feminina.

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MÚSICA

Joanne: Lady Gaga de bota e chapéu cor-de-rosa

De chapéu cor-de-rosa. É assim que Lady Gaga surge para seus pequenos monstros em seu aguardado quinto álbum solo, Joanne. Para quem já usou vestido de carne, latas de refrigerante no cabelo e saiu de dentro de um ovo, chocando a si mesma  (e ao público, só que de um jeito diferente) no tapete vermelho, um chapéu não deveria fazer cócegas, certo? Contudo, vulnerabilidade é a promessa de Gaga para seus fãs nesse novo trabalho, cujo título é em homenagem à uma tia que ela nunca teve a chance de conhecer, cuja morte prematura, aos 19 anos, abalou toda a sua família, e também a apresentação de uma faceta da cantora que nós ainda não conhecemos – a de Stefani Joanne Angelina Germanotta (ufa!), nome que consta em seu registro de nascimento e que antecede Lady Gaga.

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