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Ana Luiza

CINEMA

Entendendo a romantização de transtornos mentais na ficção: o caso de Shangri-La Suite

No ano passado, a Obvious Mag publicou um texto que buscava discutir a romantização de transtornos mentais em diferentes obras do cinema mainstream. As Virgens Suicidas, Garota, Interrompida e o Lado Bom da Vida eram algumas das produções citadas pela autora, Raquel Avolio, cuja similaridade estava ligada ao fato de todas, em maior ou menor escala, tratarem a depressão, o suicídio, distúrbios alimentares, a ansiedade e o sofrimento de seus personagens como algo fascinante. Meninas adolescentes, para as quais a tristeza havia sido fatal, são retratadas com graciosidade, beleza e muitos tons pastéis, enquanto hospitais psiquiátricos transformam-se em lugares aconchegantes onde garotas cantam e tocam violão escondidas de madrugada, quase como se o diagnóstico as tornassem mais complexas e interessantes, e suas jornadas, invariavelmente mais poéticas.

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TV

Os Defensores: o que poderia ter sido

Em 2013, quando a parceria entre Marvel e Netflix foi anunciada, a principal pergunta que estava sendo feita não dizia respeito à união dos gigantes, mas para onde o Universo Cinematográfico Marvel estava indo. Séries de televisão cujo foco se voltava para as trajetórias e conflitos de super-heróis, via de regra, já não eram mais uma novidade, e com o sucesso dessas adaptações para o cinema e o novo momento que vivia a televisão, sobretudo a norte-americana, parecia uma questão de tempo até que essas histórias passassem a ganhar espaço na tela pequena – algo que, de fato, aconteceu. De heróis com poderes especiais a vigilantes, passando por alienígenas, mutantes e histórias de origem e vilões, todos ganharam espaço para construir narrativas tão diferentes entre si que o único fator que as unia era o fato de serem baseadas no universo dos quadrinhos e seus heróis.

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CINEMA

Crítica: Atômica

O Muro de Berlim (Berliner Mauer, em alemão) começou a ser construído na madrugada do dia 13 de agosto de 1961, com o intuito de dividir a capital alemã em dois polos: a República Democrática Alemã, ou Alemanha Oriental, socialista, liderada pela então União Soviética, responsável pela criação do muro; e a República Federal da Alemanha, ou Alemanha Ocidental, capitalista, encabeçada pelos Estados Unidos. Cerca de 190 ruas da cidade foram cortadas pelo muro, que se estendia por mais de 150 km de concreto e arame farpado, e separava não apenas socialistas e capitalistas, mas amigos, famílias; uma nação inteira.

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CINEMA

Crítica: A Torre Negra

Muito antes de ser anunciada como adaptação cinematográfica, A Torre Negra já era uma história de sucesso: iniciada em meados da década de 70, quando Stephen King ainda estava na faculdade, a série de livros homônima teve seu primeiro volume publicado em 1982, após a história ser dividida em cinco partes e publicada anteriormente em uma revista, entre os anos de 1973 e 1981. Foram mais de trinta anos até que a saga fosse concluída, tempo mais do que suficiente para conquistar uma legião de fãs – muitos dos quais consideram a obra o magnum opus do autor –, mas também para que muita História (essa, com “h” maiúsculo) acontecesse, transformando o mundo em que vivemos de formas que, até alguns anos atrás, pareciam inimagináveis.

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TV

Downton Abbey e a prova de que o amor não tem idade

O que é uma história de amor? Estritamente falando, é aquela que se propõe a contar a trajetória de duas pessoas que cruzam o caminho uma da outra, se apaixonam, e vivem esse romance – ou, pelo menos, a ideia dele. O relacionamento é a força motriz da narrativa que, por sua vez, é pautado primordialmente pelo amor romântico; esse sentimento tão universal e, não por acaso, incansavelmente explorado na ficção. Contudo, quando pensamos nessas narrativas, quase sempre nos atemos a uma faixa etária muito específica. São personagens muito jovens que normalmente protagonizam essas histórias, algo que fica ainda mais evidente quando falamos sobre personagens femininas. Elas são especialmente bonitas e especialmente jovens; uma construção que, eventualmente, também chega para cobrar a sua conta.

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LITERATURA

Quando tudo faz sentido: muito além das leis da física

“Obviamente, você nunca foi uma garota de 13 anos”, diz Cecilia (Hanna R. Hall), personagem de As Virgens Suicidas, após ser confrontada pelo seu médico, que não acredita que ela, uma jovem bonita e doce, com uma vida inteira pela frente, teria vivido o suficiente para conhecer o lado mais obscuro da vida, quem dirá ser responsável por uma tentativa de suicídio. A resposta de Cecilia sintetiza conflitos e sentimentos que, se não suficientes para justificar suas ações, apresentam um novo olhar sobre experiências adolescentes e sua complexidade – exatamente o contrário do que nos diz o senso comum.

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