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Ana Luiza

TV

The Paradise: uma história sobre ambição feminina no século XIX

A partir do momento em que falamos sobre ambição feminina e posições ocupadas por mulheres no mercado de trabalho, é comum nos restringirmos a um período de tempo bastante limitado, porque essa ainda é a referência mais próxima e forte que temos sobre o assunto. Até a primeira metade do século passado, as atividades exercidas pela parcela esmagadora de mulheres à época ainda se resumiam às atividades domésticas, ao cuidado dos filhos e dos maridos; atividades tipicamente vistas como femininas, muito embora não fossem as únicas. Após duas grandes guerras, o mercado de trabalho sofreu mudanças consideráveis, tornando os espaços ligeiramente mais inclusivos – ainda que nunca iguais. Pensem em Peggy Carter (Hayley Atwell), durante e após a Segunda Guerra Mundial; pensem nas mulheres de Land Girls durante o mesmo período, ou então nas de Downton Abbey ao longo da segunda temporada da série, cujos acontecimentos ocorrem simultaneamente à Primeira Guerra Mundial. São exemplos que ilustram, em diferentes perspectivas, as atividades desempenhadas por mulheres durante grandes conflitos da História; trabalhos que eram fundamentais, é claro, mas que, não por acaso, são deixados de lado quando esses acontecimentos são relatados.

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CINEMA

Mary Pickford: muito mais do que a queridinha da América

“Para começar, olha quanto homem”, diria uma pessoa minimamente observadora ao pisar num set de filmagem pela primeira – ou pela vigésima – vez. Seria cômico se não fosse trágico: desde que o mundo é mundo, a indústria cinematográfica tem sido uma área composta substancialmente por homens; uma realidade que já dura décadas e que, a essa altura, sequer é uma novidade. A história do cinema, não por acaso, tem sido contada quase sempre por homens – a maior parte brancos – que são as pessoas que ainda mantém o poder sobre a indústria nas mãos; homens que são, quase sempre, muito talentosos, é verdade, mas é muito fácil ser talentoso quando se possui espaço para mostrar o próprio potencial.

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CINEMA

A representação feminina no cinema brasileiro: uma breve história

Não é de hoje que a imagem da mulher e a representação da mesma na literatura, no cinema e, posteriormente, na televisão, se tornou objeto de análise nas mais diferentes áreas de estudo. Desde meados do século XX, questionamentos sobre o papel da mulher em sociedade e os clichês que permeavam nossa existência já eram uma realidade, em especial para teóricas feministas, que desde os primórdios do movimento dedicavam seus esforços a compreender como problemas de uma sociedade estruturalmente machista e patriarcal eram refletidos nas mais diferentes mídias, e como o olhar masculino – que sempre fora regra nesses meios, nunca a exceção – contribuía para a construção de estereótipos irrealistas e idealizados, que se equilibravam no limiar entre a sexualização e a representação pouco complexa da nossa realidade enquanto mulheres.

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CINEMA

Crítica: Power Rangers – Uma sessão de nostalgia

Há muito o cinema norte-americano tem voltado sua atenção para grandes sucessos do passado. Remakes e reboots dividem espaço com super-heróis e adaptações de obras literárias, numa tentativa de construir versões atualizadas dos clássicos de outrora, capazes de olhar de perto para o aqui e agora, sem abandonar a essência de um passado que ainda permeia nosso imaginário. São filmes que possuem a nostalgia como um dos pilares de sua estrutura, repletos de um fan service que não pede desculpas por existir, e que são capazes de nos transportar para épocas que acreditávamos estarem esquecidas nas profundezas das nossas memórias infantis. Power Rangers, filme do sul-africano Dean Israelite, surge dentro dessa mesma proposta; uma busca pelo resgate de lembranças que não são mera consequência, mas que ainda possuem uma ou duas coisas para nos dizer.

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TV

Crítica: Punho de Ferro

Algumas histórias são tão frequentemente repetidas que se tornam grandes clichês da ficção. Mudam-se os cenários, os personagens, o contexto econômico, político e social em que cada uma delas está inserida, mas a essência continua exatamente a mesma. São, na maioria das vezes, variações da clássica jornada do herói, conceito que o antropólogo Joseph Campbell aborda em seu livro O Herói de Mil Faces, publicado pela primeira vez em 1949 e que desde então vem sendo interpretado, reinterpretado e replicado de forma exaustiva no cinema, na literatura e na televisão.

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TV

Crítica: Emerald City e uma nova jornada pela estrada de tijolos amarelos

“Não estamos mais no Kansas”, diz a jovem Judy Garland na clássica adaptação de O Mágico de Oz, onde dá vida a uma Dorothy ainda criança, com seu característico vestido azul de algodão e fita no cabelo. É a versão da personagem que ficou marcada em nosso imaginário; uma Dorothy doce e absolutamente adorável, que canta e encanta ao longo de sua busca por uma forma de voltar para casa, e que conquistou inúmeros corações desde que surgiu pela primeira vez nas telas do cinema, em 1939.

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