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TV

Crítica: Big Little Lies, uma história sobre mulheres

Para quem leu Pequenas Grandes Mentiras, romance da australiana Liane Moriarty lançado em 2014, a qualidade de Big Little Lies, minissérie da HBO baseada no romance, bem como sua boa acolhida pela crítica, não chega exatamente como uma surpresa. Bem humorado na superfície, o romance explora com responsabilidade e complexidade temas difíceis que vão desde os desafios da maternidade e o bullying escolar até estupro e violência doméstica – e sua capa original, de um colorido e vibrante pirulito explodido, representa o conteúdo perfeitamente. Ainda assim, nem sempre a transposição do literário para o audiovisual é um trajeto suave, especialmente quando falamos de conteúdos pesados e delicados na mesma medida, por isso um bom material de origem não era necessariamente garantia de uma boa série de televisão.

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CINEMA

Mesa Redonda: os quinze anos de Como Perder Um Homem em 10 Dias

O ano era 2003 e a comédia estrelada por Kate Hudson e Matthew McConaughey, estreava nos cinemas. Como Perder um Homem em 10 Dias estreou no mesmo ano em que acompanhamos a novela Mulheres Apaixonadas, tivemos o lançamento do último filme da trilogia O Senhor dos Anéis e todo mundo cantava Hey Ya! do OutKast e dançava ao som de Crazy in Love, da Beyoncé – não que isso tenha mudado alguma coisa em quinze anos. Muita água rolou de lá pra cá, algumas coisas permaneceram e outras mudaram, principalmente a maneira como consumimos cultura pop e enxergamos as personagens femininas inseridas em suas narrativas. Em uma época em que podemos assistir Big Little Lies, Feud e The Handmaid’s Tale e ficar eufóricas com a maneira como as narrativas sobre mulheres são construídas e conduzidas, como será que reagimos ao revisitar uma comédia romântica de quinze anos atrás?
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TV

Troféu Valkirias de Melhores do Ano: Televisão

O ano de 2017 pode ser facilmente classificado como o das narrativas sobre mulheres. Foram várias as séries e produções que focaram em suas personagens femininas, em sua força e resiliência, em suas histórias, dramas e sonhos. Foi 2017 que nos trouxe a incrível adaptação de O Conto da Aia, livro homônimo escrito por Margaret Atwood, e também Big Little Lies, inspirado no livro de Liane Moriarty. Nunca antes as produções colocaram tantas mulheres em foco, contando suas próprias histórias e impressões sobre a vida, o universo e tudo o mais. O ano das narrativas sobre mulheres também é o ano das quebradoras de silêncio, quando tantas delas ergueram suas vozes para apontar aqueles que as fizeram calar anteriormente por medo de perderem suas carreiras e até mesmo suas vidas. Ainda que 2017 nos tenha trazido tantas personagens femininas intrigantes e narrativas feitas por elas, em boa parte dos casos isso só foi possível devido a uma estrutura doentia que perdura há anos com base em abusos.

2017 está terminando e o que fica é um sabor agridoce: nos calamos e não fomos ouvidas por muitos anos. Não mais.

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TV

The Sinner e os sete pecados capitais

Uma das várias estreias da Netflix neste ano, The Sinner chamou nossa atenção: suspense de qualidade baseado em um livro de uma autora, Petra Hammesfahr, protagonizado por uma mulher. Finalizada dia 20 de setembro nos EUA, a comoção causada pela série tem a ver com a maneira pela qual a história é contada: em casos de assassinato, normalmente queremos saber quem matou (whodunnit). Em The Sinner, logo no piloto já sabemos quem matou (e como também, numa cena explícita e chocante). O que vamos descobrir ao longo de oito episódios é o porquê do assassinato (whydunnit).

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TV

This Is Us e o Emmy: por que ver um drama familiar na disputa soa tão diferente em 2017

Maior sucesso recente entre as estreias da tradicional fall season da televisão norte-americana, This Is Us foi recentemente agraciada com dez indicações ao Emmy, incluindo na categoria considerada a mais importante da premiação, a de Melhor Drama. Além de render indicações a sete membros de seu elenco nas categorias de atuação, a série desenvolvida por Dan Fogelman é a primeira da televisão aberta a concorrer a melhor drama desde The Good Wife, em 2011. É um feito bastante significativo, visto que a televisão a cabo, além dos serviços de streaming com sua maior liberdade criativa, menores restrições e menor dependência dos números da audiência americana, têm domínio quase absoluto sobre aquilo que costumamos chamar de “Prestige TV” [em tradução livre, “TV de prestígio”], e são essas produções que vêm dominando o Emmy ano após ano desde o começo da década.

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