Arquivo Mensal

novembro 2017

LITERATURA

Quantas obras escritas por mulheres negras você já leu?

A pergunta lançada no título parece simples, mas torna-se preocupante quando percorremos os olhos pelas nossas prateleiras de livros lidos. Indo além: denuncia a extensão da problemática que, infelizmente, transita pelas nossas estantes. A visibilidade da produção literária de mulheres negras é ainda baixa, mesmo hoje, com uma recente mudança de perspectiva do mercado editorial quanto à publicação dessas autoras e também do público leitor quanto a sua recepção. Contudo, muito antes deste movimento de reconhecimento, escritoras negras já faziam história sendo precursoras em seus caminhos pela literatura; elas enfrentaram a opressão da sociedade, foram contra o discurso vigente e, no processo, ganharam prêmios nunca antes dados a elas. Historicamente, as mulheres negras vêm produzindo literatura, apesar das barreiras estruturais. Pensando nisso, preparamos uma lista com exemplos de livros de escritoras negras que, de algum modo, foram pioneiras em suas trajetórias.

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COLABORAÇÃO TV

Stranger Things: desconstruindo estereótipos desconstruídos de gênero

Stranger Things 2 nos entregou o mesmo tipo de entretenimento aquece-coração que a primeira temporada, tendo como um de seus maiores méritos o louvável desenvolvimento de personagens ao longo dos novos nove capítulos lançados no fim de outubro pela Netflix. Além da idade do elenco principal, que agora adentra a pré-adolescência, outra coisa foi diferente nesta segunda rodada: a recepção veio acompanhada por uma certa polêmica.
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CINEMA

Crítica: Liga da Justiça

Um filme em live-action de A Liga da Justiça tem vivido no imaginário dos fãs de animações e quadrinhos há muitos anos. Desde que os primeiros seriados de Batman e Mulher-Maravilha fizeram suas estreias na televisão, desde que o Superman voou pela primeira vez na tela grande do cinema, os fãs esperam por um momento em que todos os seus super-heróis favoritos se reunissem e fossem interpretados por pessoas de carne e osso. Se Liga da Justiça, o filme que estreou no Brasil dia 15 de novembro, se sai tão bem nessa missão de reunir alguns dos heróis mais queridos dos fãs, muito é por conta da nostalgia e sentimentalismo de quem assiste à produção.

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LITERATURA

A Corrida de Escorpião: Puck Conolly e o protagonismo feminino

“Hoje é o primeiro dia de novembro, portanto alguém vai morrer”. São essas palavras que recebem o leitor que decide abrir as primeiras páginas do livro A Corrida de Escorpião, da escritora norte-americana Maggie Stiefvater. Lançado em 2011 e traduzido para o Brasil no ano seguinte, com casa na Verus Editora, o livro é o primeiro trabalho standalone (livro único) da autora, que assina as séries Os Lobos de Mercy Falls e A Saga dos Corvos.

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CINEMA LITERATURA

Batalha por Sevastopol: Lyudmila Pavlichenko e a participação feminina na guerra

Em 2015, foi lançado o filme russo Batalha por Sevastopol que, apesar do nome, é uma espécie de biografia de guerra da sniper do Exército Vermelho Lyudmila Pavlichenko. A crítica formal e a informal (feita por pessoas comuns que assistiram ao filme) caíram em cima do diretor, afirmando que ele não representou a face verdadeira da guerra. Será isso porque a heroína do filme é uma mulher real, com vida, família e interesses amorosos?

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LITERATURA

Mulheres Perigosas: a representação feminina na literatura

A antologia Mulheres Perigosas, editada por George R. R. Martin e Gardner Dozois e publicada no Brasil pela Editora Leya, é um compilado de vinte e um contos que apresenta personagens femininas escritas pelas perspectivas de diversos autores, entre eles o próprio Martin, além de Diana Galbadon, autora de Outlander, e Megan Lindholm, de a A Saga do Assassino. A ideia por trás do livro é desmontar o estereótipo da personagem feminina vítima e sem personalidade – aquela que existe apenas para dar suporte ao protagonista e herói da trama –, contando histórias com protagonistas que transitam entre a magia, o ciúme, a ambição, a traição e a rebeldia.

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