Arquivo Mensal

novembro 2017

ENTREVISTA LITERATURA

De escritora para escritora: uma conversa com Aline Valek e Jarid Arraes

Convidamos duas escritoras brasileiras, Aline Valek e Jarid Arraes, para uma conversa sobre literatura e diversidade. Aline e Jarid são duas autoras que ressaltam, também através da literatura, a importância de defender as múltiplas possibilidades de narrativa e representatividade, tanto do ponto de vista temático, quanto do ponto de vista formal. Embora façam experimentações diversas e não queiram ver seus trabalhos reduzidos a esse ou aquele caminho, dois gêneros literários têm ocupado lugar de destaque na recepção da obra de cada uma: ficção científica/fantasia no caso de Aline, e literatura de cordel no caso de Jarid.

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TV

Lagertha: a figura feminina em Vikings

Alvo de diversos estudos, a civilização Viking – originária da região da Escandinávia que atualmente compreende Suécia, a Dinamarca e a Noruega – tem chamado cada vez mais atenção, principalmente após uma descoberta ter mudado muito do que se sabia sobre eles até o momento. Talvez levados, em parte, pela cultura popular, quando pensamos em vikings, qual imagem vem primeiro à nossa mente? Homens fortes, grotescos, saqueadores que pilhavam e invadiam em busca de ouro. Se por um lado esses estereótipos até fazem algum sentido, por outro não poderiam estar mais equivocados.

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LITERATURA

Veronika Decide Morrer: uma jornada para se (re)descobrir

Acredito que desde que me entendo por gente – ou leitora – que ouço falar de Paulo Coelho. Embora ele seja um dos autores brasileiros e de língua portuguesa mais traduzidos no mundo – em uma rápida pesquisa no Google é possível saber que suas obras já receberam mais de mil traduções! – eu, até hoje, nunca havia me interessado por um livro seu, mas finalmente chegou o dia em que escolhi mergulhar em uma de suas tramas e, para isso, elegi Veronika Decide Morrer.

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CINEMA

Thor: Ragnarok – Uma pausa para o fim do mundo

Na mitologia nórdica, Ragnarok (ou Ragnarökkr, em sua origem mais antiga; “consumação dos destinos dos poderes supremos”, por definição) é o nome dado a uma sucessão de catástrofes naturais e guerras entre deuses e monstros que resultariam no que pesquisadores e acadêmicos entendem como a escatologia nórdica; o fim do mundo profetizado na religião de germânicos e escandinavos. Figuras míticas fundamentais para a fé nórdica – pensem em Odin, principal deus do clã de Asses; em Thor, seu filho, deus dos trovões e das batalhas; ou, ainda, em Loki, deus da trapaça e das travessuras – seriam mortas em campo de batalha, cujo fim concretizaria a profecia mencionada na poesia éddica¹ ao submergir o mundo em água, o sol ser encoberto pela escuridão e o universo ser parcialmente destruído.

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TV

Live more, laugh more, eat more, talk more: Um ano de Gilmore Girls – A Year in the Life

A Year in the Life

Em “Those Are Strings, Pinocchio”, Rory (Alexis Bledel) abre seu discurso de oradora da turma dando as boas-vindas a todos os presentes e descrevendo como foi esperar o dia de sua formatura: “Jamais pensamos que esse dia chegaria. Rezamos pela sua rápida chegada, riscamos os dias dos nossos calendários, contamos horas, minutos e segundos”. Da mesma forma podemos descrever como foi a nossa expectativa para o revival de Gilmore Girls; evento com o qual sonhamos brandamente desde o final da série clássica em 2007 e ardentemente desde que foi confirmado em meados de 2015.

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LITERATURA

Me Diga Quem Eu Sou: a trajetória de dor, descoberta e superação de uma mulher bipolar

Verão de 1988. Helena Gayer, então com 21 anos, é diagnosticada com transtorno bipolar. De férias com os amigos, no litoral de Florianópolis, ela vê seu primeiro e mais devastador surto de mania tomar forma, até explodir como uma bomba, que espalha seus estilhaços por todos os lados e arrasta consigo tudo o que encontra pelo caminho; episódio que culmina em sua primeira – mas não última – internação em uma clínica psiquiátrica. Assim, a autora inicia Me Diga Quem Eu Sou, seu primeiro livro, cuja narrativa navega entre os extremos de dois mundos – a mania e a depressão – e, a partir de então, vai refletir sobre as nuances que existem entre e para além do diagnóstico.
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