Arquivo Mensal

outubro 2017

CINEMA

Mulheres e terror: 8 filmes para o Dia das Bruxas

Todo ano, no mês de outubro, as pessoas se dividem em dois grupos: as que comemoram e/ou amam o Halloween, e as que acreditam que nós, brasileiros, não devemos nos apropriar de uma data comemorativa de outra cultura. Fazendo parte do primeiro grupo, uma das coisas que mais gosto são as listas de filmes de terror e descobrir novos títulos para assistir durante o ano. Desde pequena sou fã do gênero e já gastei muitas horas da minha vida com filmes de terror ruins, porém, no meio de muitos títulos questionáveis, acabei descobrindo algumas pérolas. Nos últimos anos, esta categoria começou a surpreender até quem não gostava de filmes de horror, lançando diversos filmes com protagonistas que saem das comuns final girls. Filmes onde as mulheres não são expostas a (tanta) nudez e suas personalidades começam a ter mais dimensão. Em partes, isso acontece graças à quantidade de diretoras que adentraram no gêneros nos últimos anos.

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TV

Ana Bolena: de rainha protestante a bruxa usurpadora

O Malleus Maleficarum (ou O Martelo das Feiticeiras), publicado originalmente em 1487 por dois padres alemães, por cerca de quatrocentos anos foi o manual oficial de caça e execução de bruxas na Europa. De acordo com ele, os sinais de que uma mulher praticava bruxaria eram ela ter qualquer deformidade física, verrugas, possuir um gato preto, nascer em fevereiro, ser ruiva, não ser capaz de ter filhos ou que seu marido tivesse impotência sexual. Baseados em sinais que nada significavam, os inquisidores levaram à fogueira mais de duzentas mil mulheres durante séculos.

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CINEMA COLABORAÇÃO

The Love Witch e os estereótipos de gênero nos relacionamentos

Mulheres são emocionais, homens são racionais. Homens só pensam em sexo, as mulheres querem casar. Mulheres são sentimentais, homens não lidam com sentimentos e não discutem o relacionamento –  essas e tantas outras frases você com certeza já ouviu um dia. E mesmo agora, com toda a discussão feminista sobre as construções sociais dos gêneros e seus estereótipos nocivos à sociedade, ainda ouvimos muitas dessas frases.

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LITERATURA

O Diário de Uma Garota Normal e o desconforto do leitor

O Diário de Uma Garota Normal, de Phoebe Gloeckner, é um livro autobiográfico. No processo de escrever essa matéria, li algumas entrevistas com a autora, dadas da época do lançamento da primeira edição do livro, em 2002, até 2015, quando a adaptação cinematográfica estreou nos cinemas. Nas entrevistas, toda vez, surge a pergunta: “isso foi sua experiência?” “é autobiográfico?” “são seus diários de verdade?”. E em todas as entrevistas, a autora tenta se desvencilhar da pergunta, explicar que não importa, que discutir as inspirações é menos interessante do que discutir a arte em si, que ela pode escrever algo sem ser a vida dela; quer dizer, em quase todas: em uma entrevista de 2015 para o The Rumpus, resignada, a autora diz que sim, que é autobiográfico. Mas que:

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ESPORTE

Seleção Brasileira Feminina: o que está acontecendo?

É “um passo pra frente e três para trás” que fala, né? Com esse tipo de dinâmica que o futebol feminino já está acostumado, especialmente o brasileiro que segue recebendo migalhas cada vez menores da CBF, da CONMEBOL, da FIFA, da torcida. Em setembro desse ano, com a demissão de Emily Lima, algumas jogadoras decidiram que já aguentaram o suficiente e o que se viu foi uma confusão generalizada que já estava mais do que na hora de acontecer.

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TV

O Outro Lado do Paraíso: o mesmo lado da moeda

O Outro Lado do Paraíso, novela que estreou na última segunda-feira (23) na Rede Globo, tem uma história para contar. Uma patroa rica, branca, racista. Uma empregada pobre, preta. Um filho rico que se apaixona pela empregada preta. Nada novo, né? A patroa branca, rica e racista se repete no país inteiro e nas telinhas há anos. A empregada preta e pobre? Também. O branco rico que se apaixona pela empregada negra? É claro.

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