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agosto 2017

CINEMA TV

As mulheres de Agents of Shield e o que o MCU pode aprender com elas

O inegável e estrondoso sucesso de Mulher-Maravilha nas bilheterias – são mais de R$ 387 bilhões contabilizados desde a estreia – e nas críticas – o filme possui 92% de aprovação no Rottan Tomatoes – confirmou aquilo que, nós, mulheres já sabíamos: filmes, séries, livros e qualquer produto de cultura pop que sejam centrados na figura feminina vendem SIM, e muito. Os números do filme da amazona trazem um significado ainda maior do que apenas a rentabilidade: mostram para as empresas que o argumento, utilizado de forma recorrente, de que super-heroínas não vendem não é mais válido.

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CINEMA LITERATURA TV

As cientistas: para conhecer a história de mulheres incríveis

Em 1901, Annie Jump Cannon, uma jovem com deficiência auditiva graduada em física e astronomia, publicou seu primeiro catálogo de espectro estelar após liderar uma equipe que foi responsável por criar um método para catalogar estrelas. Em 1908, Henrietta Swan Leavitt publicou seus resultados sobre estrelas variáveis situadas nas Nuvens de Magalhães, dando origem a lei de Leavitt-Shapley que, ainda hoje, os astrônomos usam pra medir o tamanho do Universo. Em 1923, Cecilia Payne deixou o Reino Unido rumo aos Estados Unidos, pois a Universidade de Cambridge não concedia diploma para mulheres, e foi na América que Payne tornou-se a primeira cientista a mostrar que o Sol é composto principalmente de hidrogênio.

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TV

A romantização do relacionamento abusivo em Dallas

Durante aproximadamente 20 anos, de 1978 a 1991, eles foram um dos casais mais shippáveis da televisão. A química entre eles era inegável, e os espectadores torciam por um final feliz. Inicialmente esse não era o plano, mas a verdade é que eles, os antagonistas, eram mais adorados do que os mocinhos. Ela era alcoólatra; ele um empresário inescrupuloso. Isso não nos impediu de desejar a felicidade deles.

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LITERATURA MÚSICA

Blank Space, Garota Exemplar e a tradição literária

Ao longo do tempo, na tradição de contar histórias, muitos temas se repetiram e ainda se repetem. Histórias como a de Jesus, Frodo Bolseiro, Anakin Skywalker e Harry Potter, por exemplo, possuem muitas semelhanças entre si, pois todas as três se encaixam dentro do conceito de Jornada do Herói (ou Monomito), que segundo o antropólogo e criador do conceito, Joseph Campbell, possui três estágios principais: a separação, quando o herói é chamado à sua missão; a iniciação, quando ele se prepara para a aventura; e o retorno, quando o herói enfrenta a crise e a morte e volta de sua aventura. Mesmo desenvolvidas em torno do mesmo tema, o Novo Testamento, O Hobbit, Star Wars e Harry Potter não são obras iguais, tampouco cópias uma das outras. Apesar das quatro histórias encaixarem na mesma estrutura da Jornada do Herói, cada uma foi construída de certa maneira e segundo a estilística de seus autores.

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COLABORAÇÃO LITERATURA

A força de Jane Eyre, uma mulher que desafiou seu destino

Ninguém se surpreenderia com a afirmação de que, na Inglaterra do século XIX, o futuro de uma mulher estava traçado desde o seu nascimento. Questionar esse destino era considerado impensável, ou, ainda, uma ideia subversiva. Muitas mulheres da época nem mesmo cogitavam algo tão inalcançável quanto a liberdade, que dirá sonhar com ela e agir para que se tornasse real. Diante disso, só consigo imaginar o alvoroço entre os leitores da Era Vitoriana ao se depararem com Jane Eyre, protagonista do livro que leva seu nome, escrito por Charlotte Brontë, uma heroína que ousou buscar a independência e desejar mais do que aquilo que lhe apresentavam como alternativas para a vida de uma mulher.

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CINEMA

Crítica: A Torre Negra

Muito antes de ser anunciada como adaptação cinematográfica, A Torre Negra já era uma história de sucesso: iniciada em meados da década de 70, quando Stephen King ainda estava na faculdade, a série de livros homônima teve seu primeiro volume publicado em 1982, após a história ser dividida em cinco partes e publicada anteriormente em uma revista, entre os anos de 1973 e 1981. Foram mais de trinta anos até que a saga fosse concluída, tempo mais do que suficiente para conquistar uma legião de fãs – muitos dos quais consideram a obra o magnum opus do autor –, mas também para que muita História (essa, com “h” maiúsculo) acontecesse, transformando o mundo em que vivemos de formas que, até alguns anos atrás, pareciam inimagináveis.

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