Arquivo Mensal

julho 2017

TV

Skam e a representação da amizade entre garotas

Existem séries e séries. Entre tantos programas de televisão sendo lançados e muita coisa sendo consumida, poucas séries realmente se destacam e tocam nosso coração um pouco mais que o normal. Algumas histórias fazem você simplesmente gostar de (quase) todos os personagens e se importar com cada um deles para saber o que vai acontecer nos episódios; pensar e discutir sobre isso ao mesmo tempo que compartilha tal descoberta com todo mundo. Foi assim que Skam virou uma febre mundial em menos de dois anos.

Continue Lendo

CINEMA

Crítica: O Mínimo para Viver

Anorexia-histérica, “uma condição feminina”, foi o nome dado pelo médico inglês William Gull, em 1873, ao estado de perda de apetite sem causas gástricas diagnosticadas. Mais tarde, o distúrbio recebeu o nome de anorexia-nervosa e, após a publicação de um artigo pelo mesmo médico, em 1888, algumas centenas de outros especialistas averiguaram que os sintomas – que incluem, ainda, a distorção da imagem corporal, o medo de adquirir peso e a negação da própria condição patológica – se aplicariam não apenas a mulheres, mas também a pacientes do sexo masculino. A anorexia passou a fazer a parte do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais desde sua primeira publicação, em 1952. A bulimia, por sua vez, tem seus primeiros registros datados a partir de 1903, mas só em 1979 foi classificada como uma desordem – à época, correlacionada com a anorexia –, sendo só a partir de 1987 tratada como um distúrbio singular.
Continue Lendo

MÚSICA

Pitty – not a delicate flower

Em um mundo masculino, repleto de músicas com letras machistas e, em grande parcela, internacional, Pitty se destaca fazendo o diferente: sendo uma mulher brasileira que canta rock e fala de feminismo. “Tá, mas e daí?”, você pode se perguntar visto que tantas artistas já são a maioria feminina, e feminista, em gêneros musicais como o pop e o axé. E aí que o rock sempre foi masculino. Fechado. Clube do Bolinha. Para que uma mulher fizesse sucesso no mundo do rock’n’roll, ela teria de se esforçar o dobro, aceitar a hiperssexualização de seu corpo e ficar bem caladinha a respeito de questões de gênero.

Continue Lendo

LITERATURA

8 livros para ler mulheres brasileiras

No último dia 18 de julho comemorou-se o bicentenário da morte da escritora inglesa Jane Austen. Difícil pensar que alguém possa não conhecer seu nome, já que ela é uma mulher extremamente importante para a literatura e criou seu legado em uma época onde as mulheres não eram muito bem vindas por ali. Achamos que ela se remexeria no túmulo se soubesse como ainda é difícil, mesmo que de forma não tão explícita. Também por esses tempos, uma livraria norte-americana se propôs o desafio de virar ao contrário nas prateleiras os livros escritos por autores homens. Resultado? Ficou quase tudo branco.

Continue Lendo

MÚSICA

Rita Lee: são coisas da vida

Rita Lee é o tipo de pessoa que não veio à Terra a passeio. Desde criança já era algo como a ovelha negra da família, que aprontava sem parar todo tipo de peripécia infantil enquanto crescia em um casarão na Vila Mariana, na São Paulo de 1940 e poucos. Filha de uma descendente de italianos com um imigrante norte-americano, Rita era a caçula de duas irmãs, a pequena transgressora de limites desde que se lembra. Com o título de rainha do rock brasileiro, a carreira de Rita começou quase por acaso visto que, em sua família, música era apenas uma distração e seu pai sempre dizia que um diploma de ensino superior era essencial para crescer na vida.

Continue Lendo