Arquivo Mensal

julho 2017

TV

Younger, os millenials e o humor como ferramenta de crítica

Preciso confessar que recentemente entrei em abstinência de coisas relacionadas a Gilmore Girls. Depois de rever pela trigésima vez as sete temporadas e chorar até ficar desidratada vendo o revival, eu fui atrás de algo que pudesse satisfazer meu apetite por programas relacionados. Como eu já tinha visto Bunheads, e a nova série da Amy Sherman-Palladino ainda não terminou de ser produzida, fui atrás de algo que pudesse satisfazer minha vontade de coisas relacionadas a Gilmore Girls.

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CINEMA

Por que a decisão de Nicole Kidman importa (mas é só o começo)

(Ou Cannes, representatividade, indústria cinematográfica e micropolítica)

“Eu faço [um esforço consciente de trabalhar com mulheres]. Eu acho que é necessário e vou continuar fazendo. Parte da minha contribuição é poder dizer: a cada 18 meses farei um filme com uma diretora, porque esse é o único jeito de as estatísticas mudarem. Quando outras mulheres começarem a dizer: ‘Não, eu vou ESCOLHER uma mulher agora’.”

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MÚSICA

Melodrama

Falar de Ella Marija Lani Yelich-O’Connor, garota neozelandesa de 20 anos mundialmente conhecida por Lorde, a millenial que deu certo, não é lá tarefa fácil. De garota suburbana à um dos grandes nomes da música internacional, Lorde estabeleceu seu estilo em meio ao mundo artístico. No auge dos seus quinze anos construiu um império peculiar, feito de diamantes, sucos de laranja e realeza, conquistando multidões com sua voz rouca, seu estilo diferente, e uma naturalidade que contava para nós, meros mortais, que ela era gente como a gente. Continue Lendo

LITERATURA TV

North & South: Dois lados da mesma moeda

“I believe I’ve seen hell and it’s white, it’s snow-white” [“Eu acredito que vi o inferno e ele é branco, branco como a neve”, em tradução livre]. É com essa frase que a personagem principal da minissérie da BBC, North & South, Margaret Hale (Daniela Denby-Ashe), finaliza o primeiro episódio. É também ao proferir essa frase que Margaret deixa bem claro o que pensa sobre o seu mais novo lar.

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CINEMA TV

Todas as princesas que não fui

Eu sempre era a Pocahontas ou a Jasmin quando se tratava de ser uma princesa da Disney. Elas nem eram as princesas principais, mas eram as mais próximas da minha pele negra clara e da minha realidade de ter sido criança durante os anos 90. Entre as Três Espiãs Demais, eu era a Alex. Meninas Superpoderosas? Docinho. Rebelde? Lupita.

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ESPORTE

A forte e imponente leoa da Holanda, e o que aprendemos com ela

Graças à deusa, cada vez mais podemos dizer que foi-se o tempo em que o futebol feminino usava o futebol masculino como muleta. Entretanto, nós bem sabemos que ele não anda assim 100% com as próprias pernas também. Quando o machismo e a dita “superioridade” do futebol masculino não estão presente em grandes coisas como agressão verbal a jornalistas e total descaso por parte da grande mídia, ele está em pequenas coisas como a essência da instituição – eu digo “pequena” pois, apesar de ser a essência, ninguém pensa muito nela.

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