Arquivo Mensal

junho 2017

TV

Todas as lições que podemos aprender com Steven Universe

Steven Universe

Nos últimos dias, minha grande diversão tem sido tentar resumir o argumento central de Steven Universe para amigas que nunca ouviram falar nesse desenho. Não que o jogo “resuma a história do seu/sua filme/livro/série favorito/a em um tweet” não resulte sempre em coisas divertidas e surpreendentes, por nos fazer pensar — normalmente pela primeira vez — no que é o núcleo do núcleo da história contada, e ainda assim parece ser muito pouco se comparado à magnitude e complexidade da obra final, seja ela qual for. Mas no caso de Steven Universe, a brincadeira fica ainda mais divertida por trazer uma combinação de diversos elementos surpreendentes. Continue Lendo

TV

Representatividade LGBT em Sailor Moon

Sailor Moon é, sem sombra de dúvidas, minha série de anime e mangá favorita. Não apenas por ter sido a primeira produção japonesa com que tive contato, do alto dos meus sete anos de idade, mas por ser uma história que permaneceu comigo daquele momento até hoje. Naoko Takeuchi, a mente por trás de tudo o que Sailor Moon representa, não apenas colocou uma menina chorona e atrapalhada como a guerreira mais poderosa de todas, como também inovou ao apresentar um grupo inteiramente feminino de super-heroínas. Se fosse apenas isso, já estaríamos no lucro — lá nos idos de 1990! –, mas Naoko foi além e representou a sexualidade de suas heroínas de maneira delicada e verdadeira, sem fugir da realidade e diversidade que encontramos por aí, na vida real.

Continue Lendo

CINEMA

Nobody puts Baby in the corner: o heroísmo por trás da mocinha de Dirty Dancing

Nasci em 1993 e meus filmes favoritos de infância foram Dirty Dancing: Ritmo Quente e Grease: Nos Tempos da Brilhantina. Sim, isso fez de mim uma criança no mínimo estranha e dançante demais, e talvez excessivamente romântica. Grease, meu primeiro musical favorito, chegou a mim por influência do meu pai; já Dirty Dancing apareceu na minha vida de formas um pouco mais misteriosas: por intermédio da Rede Globo de Televisão.

Continue Lendo

CINEMA LITERATURA

Off the Cliff: por que Thelma & Louise foi um filme fora da curva

Muito antes que eu soubesse que história contava Thelma & Louise, o filme já era uma referência conhecida para mim, citada nos diálogos de muitos outros filmes — ou séries, ou livros –, especialmente quando se tratava de personagens femininas. Foi somente no ano passado, com a chegada de seu aniversário de 25 anos, que finalmente parei para assisti-lo e entendi por que era tantas vezes mencionado. Thelma & Louise me pareceu muito diferente, embora naquele momento eu não soubesse dizer exatamente por quê. É sobre esse porquê que Off the Cliff, livro de Becky Aikman, se debruça. Com um subtítulo no qual se lê “como a realização de Thelma & Louise levou Hollywood ao extremo”, o livro narra os bastidores do filme de 1991 para tentar entender por que Thelma e Louise representaram uma pequena revolução desde a época de seu lançamento até os dias de hoje.

Continue Lendo

TV

Cat Grant: a verdadeira garota de aço

As duas pessoas mais poderosas de National City são mulheres. Uma delas é Kara Danvers (Melissa Benoist), também conhecida como Supergirl, jornalista determinada e de sorriso adorável, que nas horas vagas combate o crime com seus super poderes e impede que invasores de outros planetas destruam a Terra. A outra é ninguém menos que Cat Grant (Calista Flockhart), também jornalista e fundadora da CatCo Worldwide Media, conglomerado midiático fundamental no universo da série em que ambas estão inseridas; uma mulher destemida e feroz, e uma implacável chutadora de bundas metafóricas – a mais incrível que você respeita.

Continue Lendo