Arquivo Mensal

maio 2017

CINEMA

Crítica: Guardiões da Galáxia – Vol. 2

Em 2014, quando o primeiro Guardiões da Galáxia chegou aos cinemas, blockbusters de super-heróis já eram um negócio mais do que consolidado: quase seis anos haviam se passado desde que a Marvel, essa imensa e ambiciosa Casa de Ideias, apostara na fórmula que catapultou seus heróis ao estrelato – mais de dez se pensarmos em seu primeiro filme, lançado quando a ideia de um universo expandido ainda parecia um plano muito distante –; uma fórmula ousada e igualmente ambiciosa que, na contramão daquilo que vinha sendo feito até então, se apoiava numa adaptação que não era nem uma versão do realismo sombrio e de cores escuras incorporado à época com louvor pela DC, nem uma fantasia colorida e completamente deslocada da realidade, como os clássicos filmes de super-heróis da década de 80.

Continue Lendo

TV

A força das mulheres em Las Chicas del Cable

A série espanhola Las Chicas Del Cable mostra um grupo de mulheres tentando sobreviver em um mundo machista, na década de 1920. Nos primeiro momentos do episódio-piloto já fica claro que a vida não era muito fácil na época, as mulheres eram vistas como esposas e mães e a liberdade era uma meta inatingível. Vemos duas mulheres preparadas para dar uma guinada em suas vidas, mas são impedidas quando um homem que não supera o fim do relacionamento decide pôr um ponto-final na ilusão de liberdade da ex-companheira.

Continue Lendo

MÚSICA

Banda Eva Ao Vivo 1997 nos ensinou a sorrir

Já faz vinte anos. Fernando Henrique Cardoso era o presidente. A economia estava apenas ok após alguns anos de plano real. Fazia cinco anos que o país não via um impeachment. Conhecíamos canções de única poesia como “Proibida pra Mim”, “Quero te Encontrar” e “Heloísa, Mexe a Cadeira”. O seriado Friends estava em sua quarta temporada. Mas nada parecia suficiente.

Continue Lendo

LITERATURA

As Crônicas de Amor e Ódio: a jornada de Lia

Em um primeiro momento pode até parecer que As Crônicas de Amor e Ódio, trilogia da norte-americana Mary E. Pearson, se trata de mais uma famigerada história de princesas. Lia é a filha mais nova do rei e da rainha de Morrighan e, como Primeira Filha e soldado de seu reino, tem um dever: se casar com o príncipe Jaxon de Dalbreck a quem foi prometida em um antigo acordo. Lia, no entanto, não quer se casar com alguém que não conhece – e, portanto, não ama – e decide tomar as rédeas da própria vida no lugar de ser um simples peão no jogo de pessoas mais poderosas do que ela.

Continue Lendo

LITERATURA

Força literária em tempos patriarcais: uma ode às escritoras clássicas

Feche os olhos por um momento e pense num clássico literário. Se o livro em que você pensou não tiver sido escrito por uma mulher, mas sim por um homem velho ou morto, branco e possivelmente europeu, não se sinta mal: não é culpa sua, é da nossa educação. Nós somos ensinadas a acreditar que os grandes clássicos da literatura foram produzidos por eles e que às mulheres só interessava fazer bordados e cuidar da família.

Continue Lendo

TV

Mary Winchester não é uma donzela em perigo

Dois de novembro de 1986. Algum tempo após colocar os filhos para dormir, uma mãe acorda com o barulho da babá eletrônica, posicionada estrategicamente ao lado da própria cama. “John?”, ela chama, ainda sonolenta, pelo marido; ele, contudo, não se encontra ao seu lado. Assim, ela levanta e se dirige até o quarto do bebê, cansada após mais um dia dedicado ao cuidado dos filhos, do marido e do lar; mas ao chegar no quarto, encontra um homem debruçado sobre o berço do bebê. No escuro e de costas para ela, sua silhueta lhe parece com a do marido, e sendo ele o único homem adulto na casa, não há nada com o que se preocupar – exceto que há algo muito errado acontecendo naquela casa. Era para ser uma noite qualquer na casa dos Winchester; até não ser mais.

Continue Lendo