Arquivo Anual

2017

TV

A força das mulheres em Las Chicas del Cable

A série espanhola Las Chicas Del Cable mostra um grupo de mulheres tentando sobreviver em um mundo machista, na década de 1920. Nos primeiro momentos do episódio-piloto já fica claro que a vida não era muito fácil na época, as mulheres eram vistas como esposas e mães e a liberdade era uma meta inatingível. Vemos duas mulheres preparadas para dar uma guinada em suas vidas, mas são impedidas quando um homem que não supera o fim do relacionamento decide pôr um ponto-final na ilusão de liberdade da ex-companheira.

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MÚSICA

Banda Eva Ao Vivo 1997 nos ensinou a sorrir

Já faz vinte anos. Fernando Henrique Cardoso era o presidente. A economia estava apenas ok após alguns anos de plano real. Fazia cinco anos que o país não via um impeachment. Conhecíamos canções de única poesia como “Proibida pra Mim”, “Quero te Encontrar” e “Heloísa, Mexe a Cadeira”. O seriado Friends estava em sua quarta temporada. Mas nada parecia suficiente.

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LITERATURA

As Crônicas de Amor e Ódio: a jornada de Lia

Em um primeiro momento pode até parecer que As Crônicas de Amor e Ódio, trilogia da norte-americana Mary E. Pearson, se trata de mais uma famigerada história de princesas. Lia é a filha mais nova do rei e da rainha de Morrighan e, como Primeira Filha e soldado de seu reino, tem um dever: se casar com o príncipe Jaxon de Dalbreck a quem foi prometida em um antigo acordo. Lia, no entanto, não quer se casar com alguém que não conhece – e, portanto, não ama – e decide tomar as rédeas da própria vida no lugar de ser um simples peão no jogo de pessoas mais poderosas do que ela.

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LITERATURA

Força literária em tempos patriarcais: uma ode às escritoras clássicas

Feche os olhos por um momento e pense num clássico literário. Se o livro em que você pensou não tiver sido escrito por uma mulher, mas sim por um homem velho ou morto, branco e possivelmente europeu, não se sinta mal: não é culpa sua, é da nossa educação. Nós somos ensinadas a acreditar que os grandes clássicos da literatura foram produzidos por eles e que às mulheres só interessava fazer bordados e cuidar da família.

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TV

Mary Winchester não é uma donzela em perigo

Dois de novembro de 1986. Algum tempo após colocar os filhos para dormir, uma mãe acorda com o barulho da babá eletrônica, posicionada estrategicamente ao lado da própria cama. “John?”, ela chama, ainda sonolenta, pelo marido; ele, contudo, não se encontra ao seu lado. Assim, ela levanta e se dirige até o quarto do bebê, cansada após mais um dia dedicado ao cuidado dos filhos, do marido e do lar; mas ao chegar no quarto, encontra um homem debruçado sobre o berço do bebê. No escuro e de costas para ela, sua silhueta lhe parece com a do marido, e sendo ele o único homem adulto na casa, não há nada com o que se preocupar – exceto que há algo muito errado acontecendo naquela casa. Era para ser uma noite qualquer na casa dos Winchester; até não ser mais.

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CINEMA LITERATURA

O dito e o não dito: a homossexualidade em The Children’s Hour

O teatro norte-americano do século XX sempre foi minha paixão. Foi através de filmes antigos que tomei conhecimento de nomes como Tennessee Williams e Eugene O’Neill, pois as peças de teatro deles foram largamente adaptadas para o cinema. Williams carrega no currículo oito peças de teatro (!!!) adaptadas para as telas hollywoodianas, sendo Uma Rua Chamada Pecado a mais famosa delas. Comecei a perceber que todos os nomes relevantes para o teatro dessa época eram homens. Cadê as mulheres? Foi aí que, felizmente, descobri Lillian Hellman.

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